Em resumo
- O FMI recomenda que a China reduza sua dependência de exportações e investimentos.
- A instituição elevou suas previsões de crescimento para 2025, para 5,0%.
- A transição para um modelo de crescimento baseado no consumo é considerada prioritária.
- Os setores imobiliário e local permanecem fontes de vulnerabilidade para a economia chinesa
O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu nesta quarta-feira que a China intensifique suas reformas estruturais, enquanto o país continua a desempenhar um papel central na economia global. Segundo a instituição, a dependência excessiva de exportações e de investimentos vinculados ao endividamento constitui um obstáculo à sustentabilidade do crescimento.
O relatório destaca que a China, que atingiu um superávit comercial recorde de 1.000 bilhões de dólares, poderá representar até 40% do crescimento mundial em 2025. Esse desempenho coloca o país sob atenção de mercados e instituições internacionais.
Prioridade para o consumo e políticas macroeconômicas
O FMI enfatiza a importância de reorientar o modelo econômico chinês para o consumo interno, reduzindo a proporção desproporcional de exportações e investimentos ineficazes. A instituição também recomenda políticas macroeconômicas expansionistas, além da redução da poupança elevada das famílias e de um apoio mais direcionado a setores estratégicos.
Essa transição exige ajustes profundos no setor imobiliário e nas administrações locais, identificados como pontos de vulnerabilidade. A China deve fortalecer seu sistema de proteção social para sustentar a demanda interna de forma duradoura e reduzir os desequilíbrios econômicos.
Revisão das previsões de crescimento e desafios futuros
Apesar desses desafios, o FMI elevou suas previsões para 2025, projetando um crescimento chinês de 4,8% para 5,0%. Para 2026, a economia deverá crescer 4,5%, contra 4,2% anteriormente. A fraqueza do mercado imobiliário e o endividamento das administrações locais ainda representam riscos relevantes.
A instituição ressalta que o apoio macroeconômico deve ser acompanhado de reformas estruturais, a fim de garantir um crescimento mais equilibrado e resiliente diante de tensões comerciais e choques externos.











