Em resumo
- O petróleo WTI permanece pressionado por preocupações com excesso de oferta global.
- O preço segue abaixo das médias móveis principais, reforçando o viés de baixa.
- Indicadores técnicos como RSI e MACD continuam negativos, sinalizando controle dos vendedores.
- A resistência em US$ 60,00 segue limitando qualquer tentativa de recuperação.
- Um fechamento abaixo de US$ 56,00 pode abrir caminho para novas quedas rumo aos mínimos do ano.
Pressão contínua com viés estrutural de baixa
O petróleo WTI continua sendo negociado sob forte pressão, refletindo um desequilíbrio persistente entre oferta e demanda no mercado global de energia. Na sexta-feira, os contratos do West Texas Intermediate eram cotados em torno de US$ 57,10, próximos das mínimas recentes, acumulando uma desvalorização semanal superior a 4%.
A dinâmica atual do mercado é marcada por sinais recorrentes de que a produção global ainda excede a capacidade de absorção do consumo, o que tem mantido os investidores em posição defensiva. A possível retomada do petróleo russo nos mercados internacionais, em caso de avanços diplomáticos no conflito entre Rússia e Ucrânia, também contribui para o pessimismo predominante.
Resistência persistente abaixo de US$ 60,00
Do ponto de vista técnico, a estrutura segue nitidamente baixista. Os preços têm enfrentado rejeições consecutivas ao se aproximarem da marca psicológica de US$ 60,00. No gráfico diário, o WTI continua abaixo de suas médias móveis de referência, indicando ausência de força compradora e domínio das ordens de venda.
A região entre US$ 56,50 e US$ 56,00 serve agora como suporte imediato. Um fechamento diário abaixo deste intervalo reforçaria a tendência descendente, com possibilidade de queda adicional até os níveis mais baixos de 2025, situados em torno de US$ 54,80.

Indicadores técnicos reforçam viés vendedor
O Índice de Força Relativa (RSI) permanece abaixo do nível neutro de 50, sinalizando fraqueza nos movimentos de alta. Simultaneamente, o indicador MACD caiu abaixo de sua linha de sinal e segue em território negativo, com o histograma apontando intensificação da pressão vendedora. Esses dados sustentam a expectativa de continuidade do movimento corretivo no curto prazo.
Para que o viés mude, seria necessário um rompimento consistente acima da barreira dos US$ 60,00, o que neste momento parece improvável diante da combinação de fundamentos frágeis e cenário técnico adverso.











