Em resumo
- O preço do ouro chegou a US$ 4.350, máxima de sete semanas.
- A expectativa de cortes de juros pelo Fed em 2026 sustenta o movimento altista.
- Investidores buscam proteção em meio ao clima de aversão ao risco global.
- Relatórios de emprego dos EUA para outubro e novembro podem redesenhar o cenário monetário.
- Indicadores técnicos confirmam forte tendência de alta no curto e médio prazo.
Expectativas de política monetária impulsionam o metal amarelo
O ouro iniciou a semana em forte alta, com ganhos superiores a 1%, alcançando os US$ 4.350 durante a sessão europeia desta segunda-feira. O movimento reflete tanto a perspectiva de novos cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos em 2026 quanto o aumento da busca por segurança diante das crescentes tensões geopolíticas.
As apostas de que o Federal Reserve possa manter os juros estáveis na reunião de janeiro já atingem 76%, segundo dados do CME FedWatch Tool. Essa expectativa reduz o custo de oportunidade de manter posições em ouro, ativo que não oferece rendimento, mas se valoriza em ambientes de incerteza ou taxas reais negativas.
Tensão internacional alimenta o apetite por proteção
A escalada do ouro ocorre também em um momento de forte instabilidade global. No domingo, um atentado a tiros em Bondi Beach, na cidade australiana de Sydney, deixou pelo menos 16 mortos. O governo local caracterizou o ataque como um ato de terrorismo direcionado à comunidade judaica, ampliando o clima de aversão ao risco entre investidores.
Nos EUA, os discursos dos dirigentes do Fed mantêm a ambiguidade. Jerome Powell afirmou que a instituição está “bem posicionada para esperar e observar a evolução da economia”, enquanto Beth Hammack, do Fed de Cleveland, destacou a necessidade de manter os juros elevados para continuar pressionando a inflação.
Dados de emprego dos EUA podem mudar o cenário
O foco dos mercados se volta agora para os números de emprego dos Estados Unidos, com destaque para o relatório de Payroll referente aos meses de outubro e novembro. A divulgação incluirá ainda dados de salários médios por hora e a taxa de desemprego. Estes números serão cruciais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da autoridade monetária americana.
A leitura destes indicadores pode reforçar ou enfraquecer a visão de que o ciclo de cortes está perto do fim ou, ao contrário, indicar que novos estímulos monetários ainda são necessários para sustentar o crescimento.
Análise técnica confirma viés altista
A análise técnica mostra que o ouro permanece acima da média móvel exponencial de 100 dias, reforçando um cenário positivo. As Bandas de Bollinger estão se expandindo, sinalizando aumento na volatilidade e tendência definida. O Índice de Força Relativa (RSI) de 14 dias também se mantém acima da linha central, próximo de 68,75 patamar compatível com um forte impulso comprador.

O ouro iniciou a semana em forte alta, com ganhos superiores a 1%, alcançando os US$ 4.350 durante a sessão europeia desta segunda-feira. O movimento reflete tanto a perspectiva de novos cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos em 2026 quanto o aumento da busca por segurança diante das crescentes tensões geopolíticas.
As apostas de que o Federal Reserve possa manter os juros estáveis na reunião de janeiro já atingem 76%, segundo dados do CME FedWatch Tool. Essa expectativa reduz o custo de oportunidade de manter posições em ouro, ativo que não oferece rendimento, mas se valoriza em ambientes de incerteza ou taxas reais negativas.
Tensão internacional alimenta o apetite por proteção
A escalada do ouro ocorre também em um momento de forte instabilidade global. No domingo, um atentado a tiros em Bondi Beach, na cidade australiana de Sydney, deixou pelo menos 16 mortos. O governo local caracterizou o ataque como um ato de terrorismo direcionado à comunidade judaica, ampliando o clima de aversão ao risco entre investidores.
Nos EUA, os discursos dos dirigentes do Fed mantêm a ambiguidade. Jerome Powell afirmou que a instituição está “bem posicionada para esperar e observar a evolução da economia”, enquanto Beth Hammack, do Fed de Cleveland, destacou a necessidade de manter os juros elevados para continuar pressionando a inflação.
Dados de emprego dos EUA podem mudar o cenário
O foco dos mercados se volta agora para os números de emprego dos Estados Unidos, com destaque para o relatório de Payroll referente aos meses de outubro e novembro. A divulgação incluirá ainda dados de salários médios por hora e a taxa de desemprego. Estes números serão cruciais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da autoridade monetária americana.
A leitura destes indicadores pode reforçar ou enfraquecer a visão de que o ciclo de cortes está perto do fim — ou, ao contrário, indicar que novos estímulos monetários ainda são necessários para sustentar o crescimento.
Análise técnica confirma viés altista
A análise técnica mostra que o ouro permanece acima da média móvel exponencial de 100 dias, reforçando um cenário positivo. As Bandas de Bollinger estão se expandindo, sinalizando aumento na volatilidade e tendência definida. O Índice de Força Relativa (RSI) de 14 dias também se mantém acima da linha central, próximo de 68,75 — patamar compatível com um forte impulso comprador.
O primeiro obstáculo técnico está na faixa entre US$ 4.345 e US$ 4.355. Caso esse nível seja superado, o ouro poderá revisitar a máxima histórica em US$ 4.381. Acima disso, a próxima resistência relevante encontra-se na barreira psicológica dos US$ 4.400.
Por outro lado, um recuo poderá encontrar suporte em US$ 4.257, mínima da sessão de 12 de dezembro. Se o movimento de correção ganhar força, o próximo alvo de baixa se alinha na média de 100 dias, em torno de US$ 4.200. A zona inferior da Banda de Bollinger, em US$ 4.166, representa um piso adicional.
O primeiro obstáculo técnico está na faixa entre US$ 4.345 e US$ 4.355. Caso esse nível seja superado, o ouro poderá revisitar a máxima histórica em US$ 4.381. Acima disso, a próxima resistência relevante encontra-se na barreira psicológica dos US$ 4.400.
Por outro lado, um recuo poderá encontrar suporte em US$ 4.257, mínima da sessão de 12 de dezembro. Se o movimento de correção ganhar força, o próximo alvo de baixa se alinha na média de 100 dias, em torno de US$ 4.200. A zona inferior da Banda de Bollinger, em US$ 4.166, representa um piso adicional.











