Em resumo
- O índice do dólar americano segue pressionado após três semanas consecutivas de queda.
- Expectativa crescente em torno dos dados de inflação no Canadá e do relatório NFP nos EUA.
- O euro consolida ganhos acima de 1,1700, enquanto o iene japonês se fortalece contra o dólar.
- O ouro mantém trajetória ascendente, próximo de US$ 4.350, sustentado por fatores geopolíticos e monetários.
- Investidores ajustam posições antes de anúncios decisivos do BCE, BoE e do Federal Reserve.
Investidores à espera de dados decisivos e discursos de dirigentes
Após uma semana marcada por forte volatilidade, os mercados financeiros globais abriram a segunda-feira em tom moderado, refletindo uma pausa estratégica dos investidores. A semana promete ser intensa, com divulgação de indicadores macroeconômicos relevantes e decisões de política monetária nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e zona do euro. No centro das atenções estão os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) canadense e os números do emprego não-agrícola (NFP) americano.
A expectativa é que o Federal Reserve mantenha o discurso vigilante após recentes cortes de juros. Já o índice do dólar americano, que acumula três semanas de recuo, continua lateralizado abaixo de 98,50 na manhã europeia.
Desempenho do dólar frente às principais moedas
A moeda americana perdeu terreno frente a praticamente todos os pares principais em dezembro, com destaque para o dólar canadense, que registrou valorização de 1,51%. As perdas também foram expressivas frente ao dólar australiano e ao euro. Essa pressão reflete tanto ajustes técnicos quanto a antecipação de que o ciclo de cortes de juros do Fed pode ter atingido um ponto de inflexão.
No par USD/CAD, por exemplo, o dólar estabilizou-se acima de 1,3750 no início da sessão europeia, enquanto analistas preveem aceleração da inflação canadense para 2,4% em novembro, vindo de 2,2% no mês anterior.
Euro e libra mostram força relativa
O par EUR/USD encerrou a semana anterior com uma valorização sólida, rompendo a barreira dos 1,1700, e iniciou esta segunda-feira em consolidação abaixo de 1,1750. A expectativa gira agora em torno da reunião do Banco Central Europeu (BCE), marcada para quinta-feira, com projeções indicando manutenção das taxas e possível ajuste na retórica.
A libra esterlina, por sua vez, enfrentou uma correção após ter atingido máximas de dois meses em relação ao dólar. O par GBP/USD opera de forma lateralizada acima de 1,3350, à espera do posicionamento do Banco da Inglaterra, que também se pronuncia na quinta-feira.
Japão: otimismo moderado favorece o iene
Empresas japonesas demonstraram mais confiança nas perspectivas econômicas, impulsionadas pela estabilidade nas relações comerciais com os EUA e pela demanda constante em setores de alta tecnologia. Essa percepção foi captada na última pesquisa Tankan, segundo fonte do Banco do Japão. O par USD/JPY cedeu cerca de 0,5% nesta manhã, aproximando-se de 155,00 e reforçando a tendência de correção.
Ouro testa nova resistência com impulso geopolítico
O metal precioso continua atraindo fluxos em meio ao ambiente global de incerteza. Após acumular alta superior a 2% na semana passada, o ouro se aproxima de US$ 4.350 por onça. O movimento é sustentado por expectativas de flexibilização monetária combinadas com a escalada de tensões no leste europeu, especialmente após a proposta do presidente ucraniano de abandonar o plano de adesão à OTAN durante reunião com representantes americanos em Berlim.
Considerações finais sobre o panorama cambial
O início de semana morno é apenas a calmaria antes da tempestade. As decisões dos grandes bancos centrais, combinadas com dados macroeconômicos estratégicos, terão potencial para redefinir o posicionamento dos investidores nos principais pares cambiais. A atenção está redobrada nas trajetórias do dólar, do euro e das moedas ligadas a commodities.











