Em resumo
- EUR/USD se mantém estável em torno de 1,1750 antes da divulgação dos PMIs da zona do euro
- Indicadores técnicos mostram sinais de esgotamento do rali do euro
- Produção industrial supera expectativas na Europa, enquanto dados dos EUA decepcionam
- Expectativas de manutenção dos juros pelo BCE contrastam com previsões de cortes nos EUA
- Investidores atentos ao impacto dos dados de emprego e vendas no varejo nos EUA
O euro se mantém firme, mas sinais técnicos indicam possível correção
A taxa de câmbio EUR/USD permanece estável na faixa de 1,1750 nesta terça-feira, próxima às máximas de dois meses e meio, enquanto os mercados financeiros aguardam a divulgação preliminar dos índices PMI industrial e de serviços da zona do euro para dezembro. A valorização recente da moeda europeia, impulsionada pela fraqueza persistente do dólar americano, começa a encontrar resistência técnica.
Clima de cautela nos mercados antes dos dados
Com os investidores adotando um tom mais defensivo, bolsas asiáticas operaram em queda e os futuros europeus sinalizam abertura negativa. Ainda assim, o euro mantém suporte diante da fraqueza do índice DXY, que continua pressionado próximo a mínimas de vários meses.
Nos Estados Unidos, os números de criação de empregos fora do setor agrícola (Nonfarm Payrolls) para outubro e novembro serão divulgados hoje. Esses dados devem oferecer mais clareza sobre a dinâmica do mercado de trabalho americano, embora parte das estatísticas tenha sido comprometida pela paralisação do governo.
Europa supera previsões, EUA decepcionam
Na zona do euro, a produção industrial de outubro registrou alta de 0,8%, superando a estimativa de 0,1% e o avanço de 0,2% observado em setembro. Em comparação anual, o crescimento chegou a 2%. Já nos EUA, o Empire State Manufacturing Index caiu para -3,9 em dezembro, bem abaixo da projeção de 10,6 e do resultado anterior de 18,7, reforçando o cenário de desaceleração econômica.
Expectativas divergentes entre BCE e Fed
Enquanto o Banco Central Europeu é amplamente esperado para manter as taxas de juros estáveis em sua próxima reunião, analistas já consideram possível uma sinalização de alta para o segundo semestre de 2026. Nos EUA, ao contrário, o mercado projeta novos cortes por parte do Federal Reserve ao longo de 2026, cenário que contribui para o enfraquecimento do dólar frente às principais moedas.
As tensões geopolíticas seguem no radar, com o recente encontro entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky em Berlim resultando em promessas de garantias de segurança ao estilo da OTAN para Kiev. Essa postura reforçada dos EUA impulsiona o euro, considerado ativo de menor risco neste contexto.
Perspectivas técnicas: sinais de fraqueza no curto prazo
Apesar da manutenção da tendência altista, o par EUR/USD falhou em romper a resistência de 1,1763 registrada na semana anterior. Indicadores técnicos como o RSI em divergência de baixa e o MACD apontando cruzamento negativo sugerem perda de força compradora.
Os suportes imediatos estão em 1,1720 (mínima de 12 de dezembro), 1,1685 (11 de dezembro) e 1,1615 (9 de dezembro). Do lado superior, a faixa entre 1,1760 e 1,1770 continua sendo uma zona de resistência importante, antes do pico de 1º de outubro em 1,1780 e das máximas de setembro próximas a 1,1820.
Indicadores econômicos em foco
PMI industrial (HCOB)
O índice PMI do setor industrial, calculado mensalmente pela S&P Global e Hamburg Commercial Bank, avalia a atividade das fábricas na zona do euro. Leituras acima de 50 indicam expansão econômica. A próxima divulgação está agendada para 16 de dezembro, com consenso de 49,9 (anterior: 49,6), ainda abaixo da zona de crescimento.
PMI de serviços (HCOB)
Essencial para monitorar a saúde econômica geral, o PMI de serviços é projetado em 53,9 para dezembro, acima dos 53,6 de novembro. Se confirmado, reforçará o argumento de recuperação moderada na região.











