Dólar estável perto de 98,00 enquanto Fed hesita e cortes de juros ganham força

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Por Enzo

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  • O Índice Dólar (DXY) mantém-se estável em torno de 98,00 no início da sessão europeia.
  • Expectativas crescentes de novos cortes de juros em 2026 pressionam o dólar.
  • O mercado aguarda a nomeação do novo presidente do Federal Reserve.
  • Trump sinaliza avanços em negociações com a Ucrânia, mas impasses territoriais persistem.
  • A independência do Fed volta ao centro das atenções com comentários da Casa Branca.

Sessão europeia começa com baixa volatilidade no mercado cambial

O Índice Dólar (DXY) opera sem direção clara na manhã de segunda-feira, mantendo-se próximo do nível de 98,00. Com os mercados financeiros operando em volumes reduzidos devido à aproximação do feriado de Ano Novo, a cautela predomina. A divulgação dos dados de vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos referente ao mês de novembro está programada para o fim do dia, podendo trazer algum movimento adicional.

Expectativas de novos cortes de juros enfraquecem a moeda americana

O Federal Reserve encerrou o ano com uma redução de 25 pontos-base na taxa de juros, posicionando o intervalo-alvo entre 3,50% e 3,75%. Em 2025, o banco central acumulou um corte total de 75 pontos-base. As projeções para 2026 apontam ao menos mais dois cortes, em meio à desaceleração do mercado de trabalho e à moderação da inflação. Esse cenário tende a enfraquecer o dólar americano frente a outras moedas principais.

O CME FedWatch indica atualmente 18,3% de probabilidade de que o Fed realize uma nova redução já na próxima reunião de política monetária, marcada para janeiro. Esses dados mantêm os investidores em modo de espera, atentos às próximas sinalizações do banco central.

Pressão política sobre o Fed agrava incertezas

As declarações recentes do presidente Donald Trump aumentaram o nível de tensão entre os formuladores de política monetária e o poder executivo. Trump afirmou que deseja um novo presidente para o Fed que se comprometa com taxas mais baixas caso os mercados estejam indo bem. Esse tipo de interferência política levanta preocupações sobre a independência da autoridade monetária um elemento-chave na estabilidade dos mercados.

A possibilidade de nomeação de um novo dirigente alinhado com a Casa Branca pode gerar volatilidade adicional, pressionando ainda mais o DXY no curto prazo.

Incertezas geopolíticas sustentam o apelo de ativos defensivos

Apesar dos fatores internos que fragilizam o dólar, os riscos geopolíticos globais seguem elevando a demanda por ativos de proteção. Trump indicou neste domingo avanços nas negociações com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy para um possível acordo de paz. No entanto, ainda não há prazo definido, e questões territoriais sensíveis continuam em aberto.

Enquanto não há resolução clara para o conflito no leste europeu, o dólar pode continuar se beneficiando de fluxos defensivos, compensando parte da pressão gerada por expectativas monetárias mais acomodatícias.

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Eu analiso todos os dias a atualidade dos metais preciosos para oferecer aos particulares e aos investidores uma análise clara e fundamentada dos mercados de ouro e prata. O meu papel consiste em produzir conteúdos fiáveis, pedagógicos e estratégicos, para ajudar a compreender melhor os desafios económicos, antecipar as tendências e tomar decisões informadas num universo em constante evolução.

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