⚡Libra Fast
- O par EUR/USD permanece acima de 1,1750 em meio à cautela antes da divulgação das atas do FOMC.
- O dólar americano perde força com a perspectiva de dois novos cortes de juros pelo Fed em 2026.
- O euro é pressionado pelo agravamento do conflito entre Ucrânia e Rússia, após alegados ataques à residência de Putin.
- A postura divergente entre o BCE e o Fed pode limitar as perdas da moeda europeia nos próximos meses.
Pontos-chave gerados por IA
Expectativa dos investidores mantém o euro estável antes das atas do FOMC
A cotação do EUR/USD continua relativamente estável, mantendo-se acima de 1,1750 nas primeiras horas do mercado asiático desta terça-feira. O cenário de expectativa moderada entre os operadores é impulsionado pela divulgação iminente das atas da reunião de dezembro do FOMC, documento que pode fornecer pistas valiosas sobre o rumo da política monetária dos EUA em 2026.
Apesar de registrar quatro dias consecutivos de leves perdas, o par ainda transita próximo de 1,1770, refletindo uma hesitação generalizada nos mercados diante de incertezas monetárias e geopolíticas.
O dólar enfrenta dúvidas diante de possíveis cortes de juros em 2026
O dólar americano encontra-se sob pressão, com projeções crescentes de novos cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve no próximo ano. Ferramentas de precificação como o CME FedWatch apontam para uma probabilidade de 83,9% de manutenção da taxa básica na reunião de janeiro número superior aos 80,1% registrados na semana anterior.
Por outro lado, a chance de um corte de 25 pontos-base caiu para 16,1%, em comparação aos 19,9% anteriormente previstos. Esses ajustes de expectativas vêm na esteira de um ciclo que já viu a autoridade monetária norte-americana reduzir os juros em 75 pontos-base ao longo de 2025, reagindo a sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho e à inflação ainda resistente.
BCE e Fed seguem caminhos distintos e isso protege o euro
Do lado europeu, o euro enfrenta seus próprios desafios, especialmente relacionados ao agravamento da percepção de risco na região, resultado da prolongada guerra entre Ucrânia e Rússia. A situação se agravou após relatos de ataques contra a residência de Vladimir Putin, levando o ministro das Relações Exteriores da Rússia a prometer uma mudança na postura diplomática de Moscou.
Mesmo diante desse contexto delicado, o euro não sofreu desvalorizações expressivas, sustentado por uma leitura mais paciente do Banco Central Europeu (BCE). Em sua última reunião, a instituição decidiu manter as taxas inalteradas, e Christine Lagarde reforçou que o cenário permanece demasiadamente incerto para que se possa fornecer diretrizes claras sobre futuros ajustes.
Essa divergência estratégica entre BCE e Fed enquanto os EUA consideram novos cortes, a Europa opta pela estabilidade pode ajudar a conter a pressão negativa sobre a moeda comum, ao menos no curto prazo.












L’analyse de la situation du euro et du dollar est très pertinente. Les différences entre les banques centrales sont cruciales pour comprendre les tendances à venir.