⚡Libra Fast
• O índice do dólar (DXY) recua para 98,15 em meio à sessão asiática
• Cresce o receio sobre a independência do Fed com o fim do mandato de Powell em maio
• O mercado aposta em dois cortes de juros nos EUA em 2026, apesar da divisão interna no banco central
• A possível nomeação de um presidente mais dovish pelo governo Trump preocupa investidores
• Relatórios de emprego dos EUA, previstos para a próxima semana, podem mudar o cenário de curto prazoPontos-chave gerados por IA
Dólar recua antes da virada: temores sobre o Fed e apostas em cortes enfraquecem o DXY
O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho do dólar americano frente a uma cesta de seis moedas globais, oscilou em torno de 98,15 durante a madrugada desta sexta-feira na Ásia. O clima é de expectativa e prudência entre os investidores, que aguardam os próximos indicadores econômicos norte-americanos antes de reposicionar estratégias para o primeiro trimestre de 2026.
O futuro do Fed sob pressão política
A aproximação do fim do mandato de Jerome Powell à frente do Federal Reserve reacende os debates sobre a autonomia da instituição. A possibilidade de uma nomeação mais acomodatícia por parte da Casa Branca levanta dúvidas no mercado financeiro, sobretudo após um histórico recente de tensões entre Donald Trump e o atual presidente do Fed.
A crítica recorrente de Trump à condução da política monetária principalmente por não ter promovido cortes mais agressivos nas taxas alimenta o receio de uma interferência mais direta na escolha do novo dirigente do banco central.
Analistas do Goldman Sachs observam que essa incerteza tende a se estender ao longo do ano. “Vemos a sucessão no comando do Fed como um dos fatores que tornam nossas previsões para a taxa básica mais inclinadas ao viés dovish”, comentaram estrategistas da instituição.
Mercado já precifica dois cortes de juros em 2026
A ferramenta CME FedWatch, referência nas estimativas de política monetária nos Estados Unidos, indica que os investidores apostam em dois cortes de juros este ano, em contraste com a previsão oficial do Fed, que sinaliza apenas um. Para a próxima reunião de janeiro, a probabilidade de um corte já chega a 15%.
Esse descompasso entre a expectativa do mercado e o discurso oficial amplia a volatilidade cambial. A queda recente do índice DXY, que agora se aproxima de 98,00, é reflexo direto desse cenário duplo de incerteza: tanto sobre a liderança futura do Fed quanto sobre a real trajetória dos juros em 2026.
Dados de emprego serão o próximo gatilho
Com a sucessão no Fed ainda indefinida, os olhos dos investidores se voltam agora para os próximos dados de emprego dos Estados Unidos, especialmente o relatório de folhas de pagamento não agrícolas (Nonfarm Payrolls) e a taxa de desemprego. Ambos estão programados para a próxima semana.
Caso esses números venham acima do esperado, podem sinalizar resiliência no mercado de trabalho, o que ajudaria a conter a pressão negativa sobre o dólar no curto prazo e até adiar eventuais cortes de juros.












A volatilidade do dólar reflete a incerteza do mercado em relação ao Fed. É importante manter uma visão de longo prazo diante dessas oscilações.
O clima de incerteza sobre o Fed e as possíveis interferências políticas aumentam os riscos. É preciso estar atento às próximas decisões que podem afetar o mercado.