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- Mais de 70% da produção de ouro dos EUA vem de Nevada
- O Alasca surge como segundo maior produtor, com 16% da produção
- O país abriga cerca de 33.000 toneladas de reservas conhecidas e desconhecidas
- A produção nacional está concentrada em 26 minas principais
- O preço médio do ouro em 2024 ultrapassou US$ 2.400 por onça troy
- A reciclagem respondeu por 45% do consumo interno
- China, Rússia e Austrália lideram a produção mundial, mas os EUA mantêm reservas estratégicas significativas
Pontos-chave gerados por IA
As minas de ouro dos EUA estão longe de ser uniformes
A produção de ouro nos Estados Unidos em 2024 desenha um panorama altamente concentrado. Apesar da atividade em mais de 40 minas de filão e em diversas operações de aluvião, a maior parte da produção se origina de apenas 26 minas, situadas principalmente no Oeste americano e no Alasca. Todo esse metal é processado por aproximadamente 15 refinarias comerciais espalhadas pelo território nacional.
Esses dados fazem parte do relatório Mineral Commodity Summaries 2025, elaborado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e confirmam que poucos estados respondem pela totalidade da produção do país com um deles, Nevada, liderando com ampla margem.
Nevada lidera graças a uma geologia singular
Nevada continua sendo o coração da mineração americana. O estado responde por cerca de 70% da produção nacional de ouro, muito à frente do Alasca, que aparece em segundo com 16%. Essa vantagem se explica por uma característica geológica específica: a presença da chamada Carlin Trend, uma faixa rica em depósitos disseminados de ouro microscópico. A descoberta e descrição desse tipo de depósito mudaram radicalmente a maneira como o ouro é extraído nos EUA.
Com infraestrutura consolidada, força de trabalho especializada e processos de licenciamento bem estabelecidos, Nevada transformou-se em uma máquina de mineração de alta eficiência, operando tanto minas a céu aberto quanto subterrâneas em larga escala.
O Alasca cresce, apesar dos desafios
O Alasca ocupa o segundo lugar graças a uma combinação de mineração de rocha dura e operações de aluvião em grande escala. Mesmo enfrentando ambientes isolados e desafios logísticos, o estado atrai mineradoras pela riqueza de seus recursos. Muitas dessas jazidas estão associadas a sistemas de cobre, o que aumenta sua importância no planejamento estratégico a longo prazo.
Estimativas do governo americano sugerem que cerca de um quarto das reservas de ouro ainda não descobertas estejam em depósitos de cobre do tipo pórfiro, típicos de regiões como o Alasca e partes do Oeste dos EUA.
Emprego e escala industrial
A indústria aurífera empregou cerca de 12 mil trabalhadores entre minas e usinas em 2024. Apesar do número relativamente baixo, ele reflete a natureza concentrada e altamente mecanizada da produção, com poucas operações de grande porte respondendo por quase todo o volume extraído.
O ouro em números: preço, consumo e reciclagem
O ano de 2024 marcou o apogeu do preço do ouro, que quebrou 40 recordes consecutivos e fechou com uma média de US$ 2.400 por onça troy alta de 23% em relação a 2023. Esse desempenho elevou o valor da demanda total, mesmo com retração no volume de joias fabricadas.
A utilização global do ouro, proveniente tanto da mineração quanto da reciclagem, se distribuiu da seguinte forma:
• 45% para o setor joalheiro
• 21% por bancos centrais e instituições oficiais
• 19% em barras físicas
• 7% em moedas e medalhas
• 6% na indústria eletrônica
Nos Estados Unidos, aproximadamente 90 toneladas de ouro novo e reciclado foram reaproveitadas o equivalente a 45% do consumo total nacional. Em comparação com 2023, esse volume caiu 6%, sinalizando uma possível mudança nos hábitos de descarte ou reaproveitamento do metal.
Reservas e posição global
Com cerca de 33.000 toneladas de recursos identificados e potenciais ainda não descobertos, os Estados Unidos têm potencial para sustentar a extração de ouro por várias décadas. Essa continuidade, porém, dependerá de fatores como rentabilidade, licenciamento ambiental e avanços tecnológicos.
Apesar de ocupar a quinta posição na produção global atrás de China, Rússia, Austrália e Canadá os EUA mantêm uma reserva estratégica de ouro registrada pelo Tesouro a um valor simbólico de US$ 42,2222 por onça troy, usado para fins monetários e históricos.
Da extração à joalheria
Nem todo o ouro extraído vai diretamente para joias ou circuitos eletrônicos. Cerca de 7% do suprimento americano é recuperado como subproduto do processamento de minérios de cobre e outros metais básicos, e depois refinado para atingir grau de pureza elevado.
As fábricas de transformação ficam concentradas em cidades como Nova York e Providence, com polos menores na Califórnia, Flórida e Texas. No comércio exterior, Suíça e Canadá se destacam como principais parceiros na compra de ouro refinado, enquanto México e Colômbia figuram como fornecedores relevantes da liga semirrefinada conhecida como dore.
O mapa dourado de 2025
Ao traçar a origem do ouro americano, Nevada domina o cenário com folga. O Alasca complementa o quadro com uma fatia expressiva, e outros estados do Oeste fornecem volumes menores. Mesmo com variações na produção, a cadeia entre refinarias e fabricantes mantém o fluxo de metal em constante circulação.
Fatores como custos operacionais, cotação do ouro e decisões de investimento continuarão moldando o destino das próximas onças que sairão do solo norte-americano.












A concentração na produção de ouro nos EUA reforça a necessidade de estratégias de sustentabilidade e inovação para garantir a continuidade desse setor.