⚡Libra Fast
O preço do ouro caiu pelo segundo dia consecutivo, atingindo US$ 4.415.
A expectativa em torno do relatório de empregos dos EUA (NFP) reforça a cautela dos investidores.
A tensão no Oriente Médio e a falta de progresso em negociações globais sustentam a busca por ativos defensivos.
Indicadores técnicos mostram perda de força, mas um suporte relevante permanece em US$ 4.425.
O mercado monitora possíveis cortes adicionais na taxa de juros pelo Federal Reserve.
Pontos-chave gerados por IA
Pressão vendedora persiste enquanto investidores aguardam dados do emprego nos EUA
Sem impulsos fundamentais claros no radar imediato, o ouro prolongou sua trajetória de queda nesta quinta-feira, sendo negociado em torno de US$ 4.415 no início da sessão europeia. O movimento reflete, em parte, uma realização de lucros antes da divulgação do relatório oficial de empregos dos EUA (Nonfarm Payrolls), previsto para sexta-feira.
Este relatório poderá redefinir as expectativas em torno do ritmo de cortes na taxa de juros pelo banco central americano, o que por sua vez influenciaria a demanda pelo dólar e, consequentemente, o comportamento de ativos como o ouro, que não gera rendimento.
Tensões políticas e deterioração do apetite por risco limitam perdas mais profundas
Apesar da fraqueza recente, a commodity segue amparada por um contexto de risco geopolítico crescente. As declarações do presidente dos EUA sobre possíveis ações militares na Colômbia e no México, bem como a retórica agressiva sobre a aquisição da Groenlândia, adicionaram incerteza aos mercados.
Adicionalmente, a ausência de avanços concretos no acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, os distúrbios internos no Irã e a crise contínua em Gaza aumentam a procura por ativos de proteção. Este pano de fundo, aliado à expectativa de novos cortes de juros em março e mais adiante em 2026, limita o ímpeto dos vendedores no mercado de ouro.
Sinais mistos no mercado de trabalho mantêm os traders cautelosos
Indicadores recentes sobre o mercado de trabalho dos EUA trouxeram mensagens divergentes. Embora o setor de serviços tenha surpreendido positivamente em dezembro com o PMI não industrial do ISM subindo de 52,6 para 54,4 os dados de empregos não entusiasmaram.
O levantamento da ADP mostrou uma criação de 41 mil vagas no setor privado em dezembro, abaixo do esperado, e o relatório JOLTS revelou uma queda nas ofertas de emprego para 7,146 milhões em novembro. Esses números mistos reforçam a expectativa por informações mais robustas no relatório oficial desta sexta-feira.
Análise técnica: suporte em US$ 4.425 será decisivo para o curto prazo
Sob o ponto de vista gráfico, a zona entre US$ 4.425 e US$ 4.430 representa um suporte técnico relevante, combinando a média móvel de 100 horas com o nível de 38,2% da retração de Fibonacci do último movimento ascendente.
Caso esse patamar seja rompido de forma convincente, pode haver uma aceleração das vendas até a marca de US$ 4.400. Os indicadores MACD e RSI confirmam uma tendência de enfraquecimento, com sinais de momentum baixista ganhando força.
Por outro lado, eventuais tentativas de recuperação esbarram na região de US$ 4.450, onde está o nível de 23,6% de Fibonacci. Apenas uma retomada consistente acima dos US$ 4.425 poderia estabilizar o cenário e adiar uma correção mais profunda.













O mercado de ouro está sob pressão e os dados dos EUA serão cruciais. Cuidado com movimentos bruscos, a volatilidade pode surpreender.
A pressão sobre o preço do ouro reflete não apenas as expectativas em relação às taxas de juros, mas também a incerteza política global que persiste.
A queda no preço do ouro é preocupante, mas a instabilidade geopolítica pode sustentar a demanda. É hora de ficar atento às próximas movimentações do mercado.
É interessante notar como as tensões geopolíticas ainda sustentam o ouro, mesmo em tempos de incerteza econômica. Acompanhar os próximos relatórios será crucial.
O cenário atual do ouro reflete bem as incertezas globais. Uma atenção cuidadosa ao suporte de US$ 4.425 é fundamental para as próximas decisões de investimento.