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O índice do dólar se mantém estável após dois dias de valorização, rondando os 98,70 pontos.
A criação de empregos privados nos EUA em dezembro (ADP) ficou abaixo das previsões, com apenas 41 mil novas vagas.
O PMI de serviços surpreendeu positivamente, mas as ofertas de emprego (JOLTS) continuam em queda.
As atenções dos investidores estão voltadas para os dados de pedidos de auxílio-desemprego e, sobretudo, para o relatório oficial de payrolls de sexta-feira.
Autoridades do Federal Reserve demonstram posições divergentes sobre o rumo da taxa de juros em 2026.
Pontos-chave gerados por IA
DXY consolida ganhos recentes com investidores em modo defensivo
O índice do dólar (DXY), que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas principais, manteve-se acima de 98,50 durante a sessão asiática desta quinta-feira, após duas sessões consecutivas de ganhos. Com os investidores focados nos próximos indicadores laborais, o dólar oscilou perto dos 98,70 pontos, refletindo uma postura de prudência frente à fragilidade dos dados recentes da economia dos EUA.
Embora os números não sugiram uma deterioração grave, a combinação de sinais mistos tem moderado o apetite por risco. A expectativa crescente em torno do relatório de empregos de sexta-feira mantém os investidores numa posição de espera.
Dados de emprego não convencem e reforçam o clima de incerteza
A última atualização do ADP Employment Change, publicada na quarta-feira, mostrou que o setor privado dos EUA criou 41.000 empregos em dezembro. Apesar de representar uma melhora em relação à revisão de novembro, que indicou uma perda de 29.000 postos, o resultado ficou aquém das previsões de 47.000.
Simultaneamente, o número de ofertas de emprego (JOLTS) caiu para 7,146 milhões em novembro, abaixo da estimativa de 7,6 milhões e também inferior aos 7,449 milhões de outubro dados que haviam sido previamente revisados para baixo. Essa retração sugere que o dinamismo do mercado de trabalho começa a perder tração, mesmo com a resiliência do setor de serviços.
Atividade no setor de serviços supera projeções
Contrariando parte do sentimento negativo, o PMI de serviços, divulgado pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), avançou de 52,6 em novembro para 54,4 em dezembro. A leitura, além de marcar uma aceleração da atividade, superou confortavelmente a previsão de 52,3 o que pode indicar uma sustentação parcial da economia por este segmento, mesmo diante de um mercado de trabalho menos vigoroso.
Ainda assim, a disparidade entre a força dos serviços e o arrefecimento do emprego lança dúvidas sobre a robustez da retomada econômica no curto prazo.
Expectativas divididas quanto à trajetória dos juros
As declarações recentes de dirigentes do Federal Reserve expõem a divisão interna sobre o rumo da política monetária. Para Stephen Miran, governador da instituição, cortes agressivos na taxa de juros serão necessários ainda em 2026 para manter o impulso da economia. Em contrapartida, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, manifestou preocupação com a possibilidade de uma alta acentuada na taxa de desemprego, alertando que o mercado de trabalho ainda não está fora de perigo.
Essas visões conflitantes reforçam o caráter sensível dos próximos dados especialmente o relatório de Nonfarm Payrolls, previsto para esta sexta-feira. Espera-se uma criação líquida de 55.000 empregos, abaixo dos 64.000 observados em novembro, o que poderá confirmar uma desaceleração moderada do emprego.












O dado da criação de empregos em dezembro está abaixo das expectativas, o que pode indicar um arrefecimento na economia dos EUA.