⚡Libra Fast
• O EUR/USD encerrou a semana com queda acumulada de 0,7%, pressionado pela força do dólar americano
• Os dados mistos sobre o mercado de trabalho e habitação nos EUA não alteraram o fluxo favorável ao dólar
• As vendas no varejo da zona do euro superaram as projeções, mas não sustentaram o euro
• O par rompeu médias móveis decisivas e se aproxima de suportes críticos abaixo de 1,1600
• A próxima semana será marcada por indicadores de inflação e discursos de dirigentes do Fed e do BCEPontos-chave gerados por IA
Pressão continua sobre o euro mesmo após dados favoráveis na Europa
O par EUR/USD passou por uma semana difícil e encerrou o período cotado a 1,1636, acumulando desvalorização de 0,7%. Mesmo com alguns indicadores positivos na zona do euro, como o avanço de 0,2% nas vendas no varejo em novembro, os investidores mantiveram o foco no cenário americano, onde a expectativa por cortes nos juros segue ditando o ritmo.
A sexta-feira trouxe mais um recuo de 0,2% para o euro, refletindo uma dominância contínua do dólar diante de uma combinação de dados econômicos ambíguos nos Estados Unidos e apostas renovadas em flexibilização monetária até o final do ano.
Indicadores mistos nos EUA reforçam a vantagem do dólar
Os números de criação de empregos fora do setor agrícola dos EUA desapontaram levemente, com apenas 50 mil novas vagas em dezembro abaixo da previsão de 60 mil. Apesar disso, a taxa de desemprego recuou de 4,6% para 4,4%, evidenciando alguma resiliência no mercado de trabalho.
No setor imobiliário, as autorizações para construção e inícios de obras caíram em relação a novembro, sinalizando uma perda de fôlego. Ainda assim, o índice preliminar de confiança do consumidor da Universidade de Michigan surpreendeu positivamente ao subir para 54 em janeiro, acima dos 52,9 registrados no mês anterior.
As expectativas de inflação para o prazo de um ano permaneceram em 4,2%, enquanto a projeção para cinco anos subiu levemente para 3,4%. As apostas dos mercados monetários seguem indicando cerca de 50 pontos-base de cortes nos juros até dezembro.
Zona do euro resiste, mas não reverte tendência
Na Europa, os sinais de resistência vieram das vendas no varejo e da produção industrial alemã, ambas acima das estimativas. No entanto, o recuo das exportações na principal economia do bloco reduziu o superávit comercial e impediu uma reação mais sólida do euro.
O foco dos operadores já se volta para os próximos dias, com a divulgação do índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP) em diversas economias do bloco e discursos de membros do Banco Central Europeu. Nos Estados Unidos, serão divulgados os índices de preços ao consumidor e ao produtor, além dos números de vendas no varejo e novos pedidos de seguro-desemprego.
Panorama técnico aponta tendência de baixa
Do ponto de vista gráfico, o EUR/USD rompeu abaixo das médias móveis simples de 50 e 100 dias localizadas em 1,1641 e 1,1663, respectivamente, reforçando o viés de baixa no curto prazo.
O Índice de Força Relativa (RSI) caiu para o patamar de 38, próximo da zona de sobrevenda, sugerindo que a pressão vendedora pode continuar nas próximas sessões.
O suporte imediato está em 1,1600. Caso esse nível seja rompido, o próximo alvo técnico passa a ser a média móvel de 200 dias, atualmente em 1,1565. Abaixo disso, o par pode mirar a zona de 1,1500 e, em último caso, o fundo de 1º de agosto, em 1,1391.
Se houver uma reação de compra, o primeiro desafio será recuperar as médias perdidas. O patamar de 1,1700 seria a próxima resistência, com potencial para buscar a média de 20 dias em 1,1730.
Desempenho do euro na semana frente às principais moedas
A moeda europeia apresentou performance desigual contra os principais pares. O destaque positivo foi frente ao dólar canadense, com valorização de 0,44%. Já contra o dólar americano, o euro perdeu 0,78%. Houve também recuo ante o dólar australiano e o franco suíço, refletindo um fluxo mais favorável a moedas ligadas a commodities e a ativos defensivos.
O que observar nos próximos dias
A nova semana promete agitar os mercados com uma série de eventos de alto impacto. A divulgação dos dados de inflação, combinada aos discursos dos dirigentes do Federal Reserve e do BCE, deve trazer volatilidade para o câmbio.
A atenção dos investidores seguirá concentrada nas projeções de juros e no ritmo da desinflação, em um contexto onde o dólar segue ditando as regras mesmo diante de dados domésticos pouco conclusivos.












O euro continua a enfrentar dificuldades, apesar de alguns dados positivos na zona do euro. O foco no dólar e nas políticas monetárias permanece forte.
A análise dos dados econômicos e sua influência no câmbio mostram como o dólar continua a dominar, mesmo diante de números mistos na Europa. Uma dinâmica intrigante!
A análise mostra que a força do dólar está realmente pressionando o euro. Estou atenta às próximas semanas para ver como isso afeta meus investimentos!