⚡Libra Fast
• Taxas prefixadas de CDBs chegam a 14,25% ao ano para vencimento em 12 meses
• Títulos atrelados ao IPCA pagam até IPCA+8,45% na plataforma da XP
• A curva de juros futuros voltou a subir após dados do IPCA de dezembro
• Mercado já reduz a aposta em corte da Selic em janeiro, afetando prazos curtos
• Inflação de serviços pressiona projeções e adia alívio monetárioPontos-chave gerados por IA
Rendimento bancário agita a segunda com taxas de dois dígitos
O início da semana no mercado de renda fixa bancária marca uma virada de expectativas. Na plataforma da XP, os investidores encontram CDBs prefixados que chegam a 14,25% ao ano para prazos de 12 meses. Já os papéis atrelados à inflação entregam até IPCA+8,45%, sinalizando um cenário de retornos elevados mesmo com o debate sobre a Selic ainda em aberto.
As LCAs também não passaram despercebidas: oferecem até 11,32% ao ano para prazos semelhantes, com títulos indexados ao IPCA pagando IPCA+5,66%. No segmento pós-fixado, os papéis retornam até 102,75% do CDI. Já entre as LCIs, os rendimentos giram em torno de 85% do CDI para prazos superiores a um ano.
CDBs da XP ganham protagonismo entre investidores
As opções destacadas pela XP nesta segunda (12) mostram como o ambiente de juros elevados favorece a busca por aplicações conservadoras com prazos médios e longos:
- CDB PicPay: 105,25% do CDI – vencimento em janeiro/2028
- CDB Banco C6: 102% do CDI – vencimento em janeiro/2028
- CDB Pine: 103% do CDI – vencimento em janeiro/2029
As ofertas são válidas enquanto houver disponibilidade de volume dentro da plataforma e refletem o cenário tático montado pela corretora diante das atuais curvas de juros.
Curva de juros volta a subir após dados de inflação
A leitura do IPCA de dezembro, com alta de 0,33% no mês e 4,26% acumulados em 2025, redefiniu as apostas para a política monetária. Apesar de a inflação ter se mantido dentro da faixa de tolerância da meta, a aceleração nos preços dos serviços e nos núcleos reforçou a percepção de que o Banco Central deve manter a Selic em 15% ao ano no curto prazo.
Na última sexta-feira (9), os juros futuros refletiram essa mudança: o DI para janeiro de 2028 subiu para 13,065%, e o de janeiro de 2027 atingiu a máxima de 13,78%. Nos contratos mais longos, como o de janeiro de 2035, a variação foi mais discreta, chegando a 13,535%, influenciada também pelo mercado internacional.
Aposta no corte da Selic perde força
A probabilidade de um corte de 25 pontos-base na reunião de janeiro caiu para 25%, abaixo dos 30% registrados na véspera. A postura mais conservadora do mercado impacta principalmente os vencimentos curtos, que respondem com mais sensibilidade à reavaliação da trajetória da Selic.
O movimento também coincide com os dados de emprego dos Estados Unidos. O relatório payroll trouxe resultados ambíguos, com menor criação de vagas, mas redução na taxa de desemprego. Essa combinação reduziu o ímpeto de apostas em cortes imediatos pelo Federal Reserve, influenciando os rendimentos mais longos no Brasil.
Contexto favorece títulos híbridos e prefixados
Com a inflação ainda resistente em alguns segmentos e a política monetária em compasso de espera, os ativos híbridos e prefixados ganham espaço. Investidores atentos à janela de oportunidade enxergam nesses títulos uma forma de travar rentabilidades elevadas num momento em que a visibilidade sobre os próximos passos do Copom é limitada.
As taxas de dois dígitos reforçam o atrativo da renda fixa bancária como alternativa sólida em meio às incertezas econômicas do primeiro trimestre de 2026.












Taxas altas podem parecer atraentes, mas será que estamos realmente vendo um alívio na inflação? A prudência é fundamental.