Copom decide sobre a Selic em reunião com quórum reduzido

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Por Enzo

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Copom decide sobre a Selic em reunião com quórum reduzido

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A Taxa Selic permanece em 15% ao ano, o maior nível desde 2006

Inflação desacelera, mas preços de serviços seguem pressionando

Decisão foi tomada com quórum reduzido, após saída de dois diretores

Analistas projetam manutenção da taxa até março, apesar da queda do dólar

Novo sistema de meta contínua de inflação gera revisões mensais

Pressão inflacionária moderada adia cortes na Selic

A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2026 terminou com uma decisão aguardada, mas ainda assim significativa: a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, patamar que não era observado desde julho de 2006. Essa escolha, tomada em cenário de quórum reduzido, reflete uma combinação de prudência monetária e ausência de sinais concretos de alívio inflacionário consistente.

Dois assentos-chave estavam vagos: os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti, responsáveis por áreas estratégicas como Política Econômica e Organização do Sistema Financeiro, expiraram em dezembro. O presidente Lula só enviará os novos nomes após o recesso parlamentar. Mesmo assim, a decisão foi unânime entre os presentes, conforme esperado pelo mercado.

Desaceleração do IPCA ainda não convence o BC

Embora o IPCA-15 de outubro tenha registrado apenas 0,2%, a inflação acumulada em 12 meses ainda gira em torno de 4,5%, exatamente no teto permitido pelo novo regime de meta contínua. O índice cheio de novembro, aguardado para o fim do dia, pode trazer nuances importantes, mas o Banco Central optou por preservar o atual nível de juros como medida preventiva.

De acordo com o boletim Focus, que reflete as projeções de instituições financeiras, a estimativa para a inflação de 2025 caiu de 4,55% para 4,4% nas últimas semanas. A expectativa é que a taxa Selic comece a recuar apenas no segundo trimestre, a depender de uma consolidação mais clara do cenário.

Queda do dólar ainda insuficiente para antecipar cortes

Nas últimas semanas, o dólar se estabilizou em torno de R$ 5,20, reforçando as especulações sobre um eventual alívio monetário. Ainda assim, o Banco Central não sinalizou qualquer mudança de direção na condução da política de juros. O argumento central continua sendo a resistência dos preços no setor de serviços, um dos mais sensíveis à demanda interna.

Segundo a ata da última reunião, publicada em dezembro, o cenário permanece “marcado por elevada incerteza”, o que justifica a continuidade de uma postura restritiva por tempo prolongado.

Como funciona a Selic e por que ela afeta toda a economia

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controle inflacionário. Ela influencia diretamente o custo do crédito, o comportamento da poupança e os investimentos produtivos. Juros elevados ajudam a conter a demanda, mas ao mesmo tempo inibem o crescimento econômico.

Na prática, o BC atua diariamente por meio do mercado aberto, comprando ou vendendo títulos públicos federais para manter a taxa efetiva próxima do valor fixado nas reuniões do Copom. Quando os juros caem, há estímulo ao consumo e à produção. Quando sobem, o foco passa a ser o controle da inflação — ainda que ao custo de desaceleração da economia.

Meta contínua muda lógica de acompanhamento da inflação

Desde janeiro de 2025, entrou em vigor o novo modelo de meta contínua de inflação, que substitui a apuração anual por uma medição móvel de 12 meses. O objetivo agora é comparar a inflação acumulada mês a mês com a meta central de 3% e o intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

Essa mudança exige maior atenção do mercado, já que a performance do IPCA não será mais avaliada apenas em dezembro. A cada novo mês, a base de comparação se desloca, exigindo vigilância constante dos analistas e maior previsibilidade por parte do Banco Central.

Próximos passos da política monetária

A próxima reunião do Copom está prevista para março, quando o novo quadro diretivo deverá estar completo. Até lá, o foco se volta à divulgação dos próximos indicadores inflacionários e à estabilidade cambial. A expectativa de corte na Selic permanece viva, mas depende de novos sinais consistentes de arrefecimento da inflação e da recomposição institucional do BC.

O último Relatório de Política Monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2026 em 3,5%, mas os dados de janeiro e fevereiro devem determinar uma eventual revisão.

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Eu analiso todos os dias a atualidade dos metais preciosos para oferecer aos particulares e aos investidores uma análise clara e fundamentada dos mercados de ouro e prata. O meu papel consiste em produzir conteúdos fiáveis, pedagógicos e estratégicos, para ajudar a compreender melhor os desafios económicos, antecipar as tendências e tomar decisões informadas num universo em constante evolução.

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