⚡Libra Fast
O Índice do Dólar (DXY) cai para a casa dos 98 pontos, pressionado por menor aversão ao risco geopolítico.
Tensões entre Estados Unidos e Venezuela perdem força após a prisão de Maduro.
A indústria norte-americana registra seu terceiro mês seguido de contração.
O Fed sinaliza que os juros estão próximos do neutro, mas alerta para inflação persistente e possível aumento do desemprego.
O mercado aguarda os dados de emprego (NFP) como termômetro para a política monetária nos próximos meses.
Pontos-chave gerados por IA
Queda do dólar reflete menor tensão internacional e fraqueza industrial
O Índice do Dólar dos EUA (DXY), que compara o desempenho da moeda americana com uma cesta de seis divisas relevantes, registrou nova retração nesta terça-feira, rondando os 98,20 pontos durante a sessão asiática. A desvalorização da divisa ocorre em meio ao arrefecimento das tensões entre Washington e Caracas, que vinham gerando apreensão nos mercados globais desde o fim de semana.
Na noite de sábado, os Estados Unidos realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela. Segundo declarações do ex-presidente Donald Trump, Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país. Apesar do impacto inicial, os mercados reagiram com moderação. Na segunda-feira, Maduro negou as acusações de narcoterrorismo perante a justiça norte-americana, abrindo caminho para um embate jurídico sem precedentes com possíveis repercussões diplomáticas duradouras.
Dados industriais reforçam cenário de desaceleração econômica
Os sinais de fragilidade na economia americana ficaram mais evidentes com a nova queda do Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial do ISM, que caiu de 48,2 em novembro para 47,9 pontos em dezembro de 2025, o pior desempenho desde outubro de 2024. O resultado, abaixo das expectativas (48,3), confirma o terceiro mês consecutivo de retração na atividade fabril dos EUA.
A desaceleração foi puxada pela diminuição nos níveis de produção e estoques. O índice de emprego dentro da pesquisa subiu levemente, passando de 44,0 para 44,9, enquanto o índice de preços pagos indicador de pressão inflacionária permaneceu estável em 58,5.
Fed adota tom cauteloso, mas reconhece pressões persistentes
Em entrevista à CNBC, Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve de Minneapolis, admitiu que a inflação segue elevada, embora apresente sinais de moderação. Para o dirigente, os juros estão próximos de um nível neutro, mas o desemprego pode aumentar nos próximos trimestres, mesmo com uma economia que ainda demonstra capacidade de resistência.
As declarações mantêm o viés de cautela no mercado, que aguarda a divulgação de novos indicadores econômicos para ajustar as projeções sobre a trajetória dos juros em 2026.
Expectativas se voltam agora para os dados de emprego
Entre os destaques da agenda econômica desta semana, o mercado acompanha com atenção o relatório de criação de vagas fora do setor agrícola (Nonfarm Payrolls – NFP), previsto para sexta-feira. As estimativas preliminares apontam para um crescimento modesto de 55.000 postos de trabalho, número considerado fraco frente ao histórico recente e que pode influenciar diretamente as expectativas de política monetária do Federal Reserve.












A queda do dólar reflete fragilidades na economia. O aumento do desemprego e a contração industrial são sinais preocupantes para os próximos meses.
A queda do dólar e o enfraquecimento da indústria mostram que estamos em tempos desafiadores. Precisamos de políticas mais robustas para recuperar a confiança do mercado.