⚡Libra Fast
O ouro rompe os $4.400 com força, impulsionado pela procura por segurança.
A escalada geopolítica na América Latina alimenta a fuga para ativos estáveis.
Apostas em novos cortes de juros pelo Fed aumentam o apelo do ouro.
Dólar em alta não freia o movimento positivo do XAU/USD.
Dados macroeconômicos dos EUA vão definir os próximos passos do Fed.
Pontos-chave gerados por IA
Tensão na América Latina reacende corrida por proteção
As cotações do ouro abriram a semana com forte valorização, superando os $4.400 a onça troy durante a sessão europeia de segunda-feira. O movimento foi impulsionado por um novo pico de tensão geopolítica: tropas norte-americanas realizaram ataques terrestres contra a Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa. A operação elevou drasticamente o nível de instabilidade regional, alimentando a demanda global por ativos tradicionalmente considerados seguros.
As declarações subsequentes do presidente Donald Trump, ao sugerir possíveis ações contra Colômbia e México, ampliaram ainda mais o nervosismo dos mercados. A América Latina volta a ser vista como uma zona de risco estratégico, o que favorece o ouro enquanto instrumento de reserva de valor em tempos voláteis.
Expectativa de cortes nos juros sustenta o rali
Em paralelo ao aumento da aversão ao risco, investidores reforçam suas apostas em novos cortes na taxa de juros por parte do Federal Reserve ainda este ano. A combinação de um ouro sem rendimento, mas altamente procurado em períodos de instabilidade, com uma política monetária potencialmente mais frouxa, compõe um cenário de suporte sólido para o metal.
Apesar de o dólar ter se recuperado nos últimos dias, a força da moeda norte-americana não foi suficiente para frear o avanço do XAU/USD, que rompeu resistências técnicas importantes. O mercado já considera provável um primeiro corte em março, com possibilidade de nova redução até dezembro, contrariando a diretriz mais conservadora sinalizada por dirigentes do Fed.
Delta Force, Irã, Gaza e Rússia: o mapa da instabilidade
Os acontecimentos na Venezuela não são isolados. O pano de fundo internacional continua carregado: a guerra entre Rússia e Ucrânia permanece sem avanço diplomático, protestos voltaram a ocorrer no Irã e a crise em Gaza segue sem solução. Esse mosaico de instabilidade reforça o papel do ouro como ativo de proteção, especialmente no início de um ano que já se mostra marcado pela incerteza.
A captura do presidente venezuelano por forças especiais norte-americanas (Delta Force) reativou o temor de conflitos regionais prolongados. Para analistas, a retórica mais agressiva da nova liderança do Fed, alinhada a Trump, pode intensificar esse tipo de movimento de contenção geopolítica combinada com estímulos monetários.
Olho nos dados: payroll e inflação podem ditar o ritmo
O foco agora se volta para os próximos indicadores macroeconômicos nos Estados Unidos. Os investidores aguardam com atenção o relatório de emprego (Nonfarm Payrolls) de sexta-feira, além dos novos dados de inflação, que devem ser divulgados ainda esta semana. Esses números serão cruciais para balizar a trajetória de política monetária do Fed nos próximos trimestres.
Mesmo com o dólar se recuperando desde o fundo registrado em dezembro, a cotação do ouro segue firme. O rompimento dos $4.400 indica que o movimento de alta tem espaço para continuar, especialmente se os dados reforçarem a necessidade de estímulos adicionais por parte da autoridade monetária norte-americana.
Análise técnica indica espaço para mais ganhos
Do ponto de vista técnico, o gráfico de 1 hora mostra que o par XAU/USD opera acima da média móvel simples de 100 períodos, hoje em $4.377,80. O índice de força relativa (RSI) está em 63,42 zona neutra, mas ainda firme. O histograma MACD, que virou positivo e continua em expansão, reforça a perspectiva de manutenção da tendência altista no curto prazo.

Caso o ativo se mantenha acima da média de 100 períodos, o caminho continua aberto para novas máximas. Uma reversão abaixo desse nível indicaria possível correção, mas por ora, os compradores seguem no controle do mercado.












A tensão na América Latina realmente acelera a valorização do ouro. Em tempos de incerteza, é uma segurança valiosa para investidores.