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O açúcar orgânico brasileiro enfrenta tarifas próximas de 100% nos Estados Unidos desde 2025, após a eliminação de cotas preferenciais e a imposição de sobretaxas adicionais.
As barreiras tarifárias reduziram a competitividade do Brasil, elevaram estoques internos e pressionaram produtores e exportadores.
Apesar dos custos elevados, o mercado americano segue dependente do açúcar orgânico brasileiro, repassando o aumento de preços ao consumidor final.
Estratégias de diversificação, como exportações para México e Canadá, mostraram-se limitadas ou instáveis diante de novas barreiras.
O cenário evidencia a resiliência das exportadoras brasileiras, mas também a fragilidade do comércio internacional de produtos orgânicos frente ao tarifaço.
Pontos-chave gerados por IA
Barreiras tarifárias nos EUA e o impacto na exportação do açúcar orgânico do Brasil
O açúcar orgânico brasileiro enfrenta dificuldades significativas para entrar no mercado americano devido a barreiras tarifárias que elevaram os custos de exportação a níveis próximos a 100%. Esta situação, observada em 2026 após seis meses da intensificação dessas tarifas, traz incertezas e limita o crescimento do setor, que antes usufruía de condições mais favoráveis para comercialização.
Dificuldades impostas pelas tarifas americanas ao comércio internacional
Desde agosto de 2025, o governo dos EUA implementou uma sobretaxa de 40% sobre o açúcar orgânico brasileiro, acompanhada de um adicional de 10% aplicável a todas as exportações globais. A eliminação da specialty-quota, que antes oferecia isenção para uma cota anual de 240 mil toneladas, foi decisiva para retirar a vantagem competitiva do Brasil frente a outros produtores. O resultado foi a elevação dos custos, redução da competitividade no mercado americano e o aumento dos estoques nacionais, afetando diretamente produtores e exportadores.
Mercado americano: dependência do açúcar orgânico brasileiro e repasse de custos
Apesar das medidas tarifárias, os Estados Unidos continuam dependentes da importação do açúcar orgânico brasileiro, indispensável para a produção de alimentos orgânicos certificados, conforme legislação local. Esta dependência força a indústria americana a manter as importações, mesmo com custos elevados, que acabam sendo repassados aos consumidores finais, elevando os preços no varejo.
Estratégias brasileiras diante das barreiras tarifárias nos EUA
Para contornar as dificuldades enfrentadas no mercado americano, a empresa Native Produtos Orgânicos, integrante do Grupo Balbo, implementou uma estratégia para diversificar seus mercados exportadores. Em 2025, iniciaram-se embarques bem-sucedidos para o México, porém a suspensão da isenção tarifária naquele país em dezembro, com aumento para 200%, inviabilizou a continuidade das exportações para a região. Essa situação demonstra a complexidade e a volatilidade do comércio internacional de produtos orgânicos.
Consequências para a cadeia produtiva e alternativas emergentes
O cenário resultante das barreiras tarifárias gerou o acúmulo de aproximadamente 30 mil toneladas em estoque na Native, volume elevado que impacta o capital de giro da empresa e compromete a capacidade de novas vendas. Paralelamente, o Canadá tornou-se uma alternativa para parte da produção, já que clientes americanos buscam esse mercado para suprir a demanda reprimida. Ainda que a Native tenha aumentado seus embarques para o Canadá de 6 mil para cerca de 9 mil toneladas anuais, este incremento é insuficiente para substituir as perdas no mercado dos Estados Unidos.
Resiliência das exportadoras brasileiras frente ao ‘tarifaço’
A Jalles Machado destaca-se ao manter suas vendas de açúcar orgânico para os Estados Unidos apesar das tarifas. A persistência dos contratos se deve à necessidade americana pelo produto, porém o aumento de custos está sendo repassado ao varejo, o que não contribui para fortalecer a produção local americana, que carece da certificação orgânica. Tentativas de diversificação de mercados têm sido realizadas sem impacto expressivo até o momento.












As tarifas exorbitantes estão comprometendo nossa competitividade. O Brasil precisa urgentemente diversificar mercados para não ficar à mercê do ‘tarifaço’ americano.