⚡Libra Fast
• O Banco Central da China ampliou as compras de ouro pelo 14º mês consecutivo.
• As reservas chinesas somam agora 74,15 milhões de onças troy finas, avaliadas em US$ 319,45 bilhões.
• A valorização anual do ouro ultrapassou 46%, maior alta desde 1979.
• Tensões geopolíticas e cortes de juros sustentam a demanda global.
• Investidores acompanham a política monetária dos EUA e o impacto de possíveis novos choques geopolíticos.Pontos-chave gerados por IA
China reforça posição estratégica com mais uma rodada de compras
O Banco do Povo da China voltou a expandir suas reservas de ouro em dezembro de 2025, marcando o 14º mês seguido de aquisições. Segundo os dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, o total armazenado subiu para 74,15 milhões de onças troy finas, frente às 74,12 milhões registradas em novembro.
O ritmo contínuo dessas compras confirma a estratégia da autoridade monetária chinesa de diversificar suas reservas internacionais, num contexto de crescente instabilidade geopolítica e pressão sobre os mercados cambiais.
Acúmulo em valor reflete escalada no preço global
O valor total das reservas em ouro da China saltou para US$ 319,45 bilhões, ante os US$ 310,65 bilhões do mês anterior. A alta reflete não apenas o incremento físico, mas também a valorização expressiva do metal no mercado internacional ao longo de 2025.
No fechamento do ano, a cotação do ouro superava US$ 4.465 por onça, tendo batido um recorde de US$ 4.549,71 no início da semana, puxada pela expectativa de novos cortes de juros pelo Federal Reserve e pela intensificação de conflitos diplomáticos envolvendo Washington e Caracas.
Bancos centrais voltam a ditar o ritmo do mercado
A tendência observada na China não é isolada. Bancos centrais de diversas regiões retomaram ou ampliaram suas posições em ouro, numa resposta direta aos riscos de recessão, desvalorização cambial e ao desgaste do dólar como unidade de reserva confiável.
Esse movimento coordenado fortalece a percepção de que o ouro, apesar das flutuações de curto prazo, permanece um ativo de reserva estratégica para nações que buscam blindar suas economias contra choques externos.
Fed, juros e Venezuela no radar dos investidores
Parte da pressão recente sobre o preço do ouro decorre das sinalizações do Federal Reserve sobre a trajetória futura dos juros nos Estados Unidos. A expectativa crescente de cortes ao longo de 2026 impulsiona ativos considerados mais defensivos.
Além disso, o episódio envolvendo a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas, ainda em avaliação, adiciona um novo vetor de tensão geopolítica, cujas consequências permanecem imprevisíveis para os fluxos globais de capitais e commodities.
Um ciclo de compras que ressurge após pausa estratégica
O Banco do Povo da China havia interrompido, em maio de 2024, uma série de 18 meses de compras consecutivas. A retomada ocorreu seis meses depois, refletindo uma mudança na percepção de risco e na política de gestão cambial e monetária da segunda maior economia do mundo.
A continuidade dessa estratégia em 2026 poderá remodelar as expectativas do mercado em torno do equilíbrio entre moedas fiduciárias e reservas tangíveis, especialmente em um cenário onde moedas digitais soberanas começam a emergir como ferramentas de política monetária alternativa.












A diversificação das reservas de ouro pela China é um sinal claro de mudança na dinâmica financeira global. O foco deve ser sempre no longo prazo.