⚡Libra Fast
- O preço do ouro ultrapassa os 4.350 dólares, acumulando quase 65% de valorização em 2025
- A expectativa de novos cortes nos juros dos EUA alimenta a procura por ativos seguros
- Conflitos persistentes no Oriente Médio e tensões com a Venezuela reforçam o apelo do metal
- Aumento das margens exigidas pela CME pode estimular realizações de lucro
- Perspectiva técnica permanece positiva com indicadores mostrando força compradora crescente
Pontos-chave gerados por IA
Ouro se fortalece com cenário favorável para cortes nos EUA
No início da sessão europeia desta quarta-feira, o ouro consolida seu avanço acima dos 4.350 dólares por onça, sustentando uma das maiores altas anuais desde o final da década de 1970. O salto, que já acumula cerca de 65% em 2025, vem sendo alimentado pela crescente expectativa de cortes adicionais na taxa de juros norte-americana ao longo de 2026.
Esse ambiente monetário menos restritivo tende a reduzir o custo de oportunidade de manter posições no ouro, um ativo sem rendimento intrínseco, mas tradicionalmente associado à proteção patrimonial em cenários de incerteza.
Tensão no Oriente Médio e América Latina aumenta apetite por proteção
A instabilidade geopolítica continua sendo um vetor determinante no comportamento recente dos investidores. O prolongamento do conflito entre Israel e Irã, somado às tensões renovadas entre os Estados Unidos e a Venezuela, contribui para elevar a atratividade de ativos considerados defensivos, como o ouro.
Historicamente, períodos de crise diplomática ou militar levam os mercados a buscar refúgios líquidos e universais, especialmente quando combinados com sinais de desaceleração econômica.
CME eleva exigência de margem e investidores ajustam portfólios
Nem todos os sinais, contudo, são favoráveis à continuidade imediata do rali. A recente decisão da CME Group, maior bolsa de derivativos de commodities do mundo, de elevar as margens de garantia para contratos futuros de ouro e prata, pode levar a recomposição de carteiras e realização de lucros por parte de grandes players institucionais.
Além disso, as informações sobre avanços diplomáticos no processo de paz envolvendo a Ucrânia podem aliviar parte da demanda por proteção, limitando a pressão compradora no curto prazo.
Perspectiva técnica sugere continuidade do impulso de alta
A leitura dos indicadores gráficos permanece favorável à manutenção da trajetória ascendente. O preço do ouro se mantém acima da média móvel exponencial de 100 dias, enquanto as Bandas de Bollinger seguem em expansão, sugerindo volatilidade positiva.
O Índice de Força Relativa (RSI) de 14 dias também aponta para cima, superando a linha de equilíbrio. Esse conjunto técnico fortalece a hipótese de que o metal caminha para testar a resistência na zona dos 4.520 dólares, com potencial de buscar o recorde histórico de 4.550 e, posteriormente, a barreira psicológica dos 4.600 dólares.
Principais zonas de suporte e resistência no radar
Caso ocorra uma correção mais acentuada, o primeiro suporte relevante aparece na faixa de 4.305 a 4.300 dólares, próximo ao piso observado em 29 de dezembro. Uma retração mais intensa poderia empurrar o preço até os 4.271 dólares, mínima registrada em 16 de dezembro.

Mercado trabalha com menor liquidez na virada do ano
Com os volumes de negociação em redução típica do período de transição anual, os investidores também monitoram a divulgação do relatório de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA, cuja expectativa para a semana encerrada em 27 de dezembro é de leve aumento para 220 mil solicitações, contra 214 mil na leitura anterior.
Essa estatística pode oferecer indícios adicionais sobre a trajetória do emprego americano e, por consequência, sobre o ritmo de flexibilização monetária projetado para o primeiro semestre de 2026.
Corte do Fed amplia cenário de estímulo para metais
Na mais recente reunião de dezembro, o Federal Reserve reduziu a taxa de juros em 25 pontos-base, levando a taxa dos Fed Funds para a faixa de 3,50% a 3,75%. A decisão refletiu a avaliação de que os riscos para o mercado de trabalho aumentaram e que as pressões inflacionárias começaram a ceder.
Apesar disso, o consenso entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) ainda não é absoluto. Enquanto o governador Stephen Miran defendeu um corte mais agressivo, os representantes de Chicago e Kansas City se opuseram à redução, preferindo manter os juros inalterados.
Após a divulgação da ata da reunião, a probabilidade de um novo corte já em janeiro recuou para 15%, conforme o monitoramento da ferramenta CME FedWatch.












O ouro está em alta com bons motivos. Cortes nos juros e tensões geopolíticas estão impulsionando a demanda. Vale ficar de olho na volatilidade.
A valorização do ouro em 2025 é expressiva, indicando uma proteção efetiva contra incertezas econômicas e geopolíticas. Dados de mercado corroboram essa tendência.