Corte iminente de juros e tensões geopolíticas impulsionam o ouro rumo ao seu maior salto desde 1979

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Por Enzo

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Corte iminente de juros e tensões geopolíticas impulsionam o ouro rumo ao seu maior salto desde 1979

Libra Fast

  • O preço do ouro ultrapassa os 4.350 dólares, acumulando quase 65% de valorização em 2025
  • A expectativa de novos cortes nos juros dos EUA alimenta a procura por ativos seguros
  • Conflitos persistentes no Oriente Médio e tensões com a Venezuela reforçam o apelo do metal
  • Aumento das margens exigidas pela CME pode estimular realizações de lucro
  • Perspectiva técnica permanece positiva com indicadores mostrando força compradora crescente

Ouro se fortalece com cenário favorável para cortes nos EUA

No início da sessão europeia desta quarta-feira, o ouro consolida seu avanço acima dos 4.350 dólares por onça, sustentando uma das maiores altas anuais desde o final da década de 1970. O salto, que já acumula cerca de 65% em 2025, vem sendo alimentado pela crescente expectativa de cortes adicionais na taxa de juros norte-americana ao longo de 2026.

Esse ambiente monetário menos restritivo tende a reduzir o custo de oportunidade de manter posições no ouro, um ativo sem rendimento intrínseco, mas tradicionalmente associado à proteção patrimonial em cenários de incerteza.

Tensão no Oriente Médio e América Latina aumenta apetite por proteção

A instabilidade geopolítica continua sendo um vetor determinante no comportamento recente dos investidores. O prolongamento do conflito entre Israel e Irã, somado às tensões renovadas entre os Estados Unidos e a Venezuela, contribui para elevar a atratividade de ativos considerados defensivos, como o ouro.

Historicamente, períodos de crise diplomática ou militar levam os mercados a buscar refúgios líquidos e universais, especialmente quando combinados com sinais de desaceleração econômica.

CME eleva exigência de margem e investidores ajustam portfólios

Nem todos os sinais, contudo, são favoráveis à continuidade imediata do rali. A recente decisão da CME Group, maior bolsa de derivativos de commodities do mundo, de elevar as margens de garantia para contratos futuros de ouro e prata, pode levar a recomposição de carteiras e realização de lucros por parte de grandes players institucionais.

Além disso, as informações sobre avanços diplomáticos no processo de paz envolvendo a Ucrânia podem aliviar parte da demanda por proteção, limitando a pressão compradora no curto prazo.

Perspectiva técnica sugere continuidade do impulso de alta

A leitura dos indicadores gráficos permanece favorável à manutenção da trajetória ascendente. O preço do ouro se mantém acima da média móvel exponencial de 100 dias, enquanto as Bandas de Bollinger seguem em expansão, sugerindo volatilidade positiva.

O Índice de Força Relativa (RSI) de 14 dias também aponta para cima, superando a linha de equilíbrio. Esse conjunto técnico fortalece a hipótese de que o metal caminha para testar a resistência na zona dos 4.520 dólares, com potencial de buscar o recorde histórico de 4.550 e, posteriormente, a barreira psicológica dos 4.600 dólares.

Principais zonas de suporte e resistência no radar

Caso ocorra uma correção mais acentuada, o primeiro suporte relevante aparece na faixa de 4.305 a 4.300 dólares, próximo ao piso observado em 29 de dezembro. Uma retração mais intensa poderia empurrar o preço até os 4.271 dólares, mínima registrada em 16 de dezembro.

Preço do ouro – 31 dezembro 2025
Preço do ouro – 31 dezembro 2025

Mercado trabalha com menor liquidez na virada do ano

Com os volumes de negociação em redução típica do período de transição anual, os investidores também monitoram a divulgação do relatório de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA, cuja expectativa para a semana encerrada em 27 de dezembro é de leve aumento para 220 mil solicitações, contra 214 mil na leitura anterior.

Essa estatística pode oferecer indícios adicionais sobre a trajetória do emprego americano e, por consequência, sobre o ritmo de flexibilização monetária projetado para o primeiro semestre de 2026.

Corte do Fed amplia cenário de estímulo para metais

Na mais recente reunião de dezembro, o Federal Reserve reduziu a taxa de juros em 25 pontos-base, levando a taxa dos Fed Funds para a faixa de 3,50% a 3,75%. A decisão refletiu a avaliação de que os riscos para o mercado de trabalho aumentaram e que as pressões inflacionárias começaram a ceder.

Apesar disso, o consenso entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) ainda não é absoluto. Enquanto o governador Stephen Miran defendeu um corte mais agressivo, os representantes de Chicago e Kansas City se opuseram à redução, preferindo manter os juros inalterados.

Após a divulgação da ata da reunião, a probabilidade de um novo corte já em janeiro recuou para 15%, conforme o monitoramento da ferramenta CME FedWatch.

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Eu analiso todos os dias a atualidade dos metais preciosos para oferecer aos particulares e aos investidores uma análise clara e fundamentada dos mercados de ouro e prata. O meu papel consiste em produzir conteúdos fiáveis, pedagógicos e estratégicos, para ajudar a compreender melhor os desafios económicos, antecipar as tendências e tomar decisões informadas num universo em constante evolução.

2 comentários em “Corte iminente de juros e tensões geopolíticas impulsionam o ouro rumo ao seu maior salto desde 1979”

  1. O ouro está em alta com bons motivos. Cortes nos juros e tensões geopolíticas estão impulsionando a demanda. Vale ficar de olho na volatilidade.

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  2. A valorização do ouro em 2025 é expressiva, indicando uma proteção efetiva contra incertezas econômicas e geopolíticas. Dados de mercado corroboram essa tendência.

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