⚡Libra Fast
• O dólar americano recua frente aos principais pares com a escalada das tensões políticas em Washington
• Jerome Powell é alvo de uma investigação criminal envolvendo obras da sede do Fed
• Os rendimentos do mercado de trabalho nos EUA frustram as previsões, mas reduzem os receios de corte imediato de juros
• Crescem os riscos geopolíticos com movimentações militares dos EUA e novos ataques da Rússia contra a Ucrânia
• A demanda por ativos de refúgio pode conter a queda do dólar diante da instabilidade globalPontos-chave gerados por IA
Pressões políticas afetam a moeda americana
A semana começa com sinais claros de fragilidade para o dólar americano, que recua frente às principais divisas globais após uma escalada inédita nas tensões políticas internas nos Estados Unidos. O gatilho imediato vem da abertura de uma investigação criminal federal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, colocando em xeque a independência da maior autoridade monetária do país.
O inquérito gira em torno da renovação da sede do Fed em Washington e do testemunho prestado por Powell ao Congresso em junho passado. Segundo o próprio dirigente, as acusações seriam um “pretexto” para intensificar os ataques da Casa Branca, alimentando rumores de interferência direta do Executivo na condução da política monetária.
Impacto imediato sobre o dólar
No mercado de câmbio, os investidores reagiram com cautela. O índice do dólar registrou uma correção em relação às máximas mensais, com destaque para a valorização do franco suíço (+0,35%), do euro (+0,29%) e do dólar neozelandês (+0,28%) frente à moeda americana. A única exceção foi o iene japonês, que perdeu terreno mesmo em um ambiente de aversão ao risco.
Apesar da pressão política, a probabilidade de cortes nos juros americanos no curto prazo voltou a cair após a divulgação dos dados de emprego de dezembro. As folhas de pagamento não agrícolas subiram 50 mil, levemente abaixo do esperado, mas a taxa de desemprego recuou para 4,4%, sinalizando algum grau de resiliência na economia doméstica.
Escalada externa reacende busca por segurança
O dólar encontrou algum suporte com o aumento das tensões no tabuleiro geopolítico internacional. Informações divulgadas no fim de semana indicam que o presidente Donald Trump estuda opções militares contra o Irã, após dias de protestos violentos no país persa. Segundo fontes próximas ao gabinete presidencial, uma eventual repressão letal por parte do regime de Teerã aceleraria uma resposta militar americana.
Ao mesmo tempo, a Rússia voltou a atacar posições estratégicas na Ucrânia com uso de mísseis hipersônicos do tipo Oreshnik, provocando uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU. Esse conjunto de eventos mantém viva a demanda por moedas seguras e reforça o caráter dual do dólar como ativo de risco e proteção.
Panorama das principais moedas
O euro e a libra esterlina se beneficiaram da fraqueza do dólar, com os pares EUR/USD e GBP/USD subindo rumo às resistências de 1,1700 e 1,3400, respectivamente. Os investidores aguardam agora o índice de confiança Sentix na zona do euro para calibrar as próximas movimentações.
Do lado asiático, o iene japonês continua pressionado pela incerteza política interna. Analistas apontam para um possível adiantamento das eleições gerais no Japão, com o nome da primeira-ministra Sanae Takaichi ganhando força. A ausência de um calendário claro para a próxima alta de juros pelo Banco do Japão contribui para manter a moeda sob pressão.
Commodities em movimento
O ambiente de tensão favoreceu o avanço de ativos considerados mais estáveis, como o ouro e a prata. O metal aurífero tocou novo recorde em US$ 4.601 antes de ceder para US$ 4.475, enquanto a prata chegou a testar os US$ 84 por onça. Esses níveis reforçam a percepção de que o apetite por refúgio permanece elevado.
No mercado de petróleo, o WTI voltou a flertar com os US$ 59,60 o barril, mas sem força para sustentar o movimento de alta. As expectativas de retomada das exportações da Venezuela e as dúvidas sobre a capacidade da OPEP de conter o excesso de oferta prevaleceram sobre os impactos dos protestos no Irã.












As tensões políticas nos EUA impactam diretamente o dólar, evidenciando a interconexão entre instabilidade governamental e economia monetária.
As tensões políticas nos EUA claramente impactam o dólar. É preocupante ver a independência do Fed em risco; isso pode gerar instabilidade econômica.
A fragilidade do dólar e o aumento das tensões geopolíticas vão criar volatilidade no curto prazo. Atenção aos movimentos assim que os dados saírem.
As tensões políticas afetam diretamente a confiança dos investidores. Uma vigilância constante é essencial, pois a volatilidade pode ser traiçoeira.
As tensões políticas claramente impactam o dólar. É fundamental observar o cenário geopolítico, pois decisões rápidas podem afetar investimentos a longo prazo.