Em resumo
- O Índice do Dólar (DXY) recuou para 98,25 nesta terça-feira na sessão europeia.
- O foco do mercado está nos relatórios de emprego de outubro e novembro nos EUA.
- A expectativa predominante é de manutenção dos juros pela Fed em janeiro de 2026.
- A percepção sobre o mercado de trabalho americano poderá redefinir a trajetória dos juros.
- Falas futuras de dirigentes do Fed serão decisivas para o comportamento do dólar.
Pressão sobre o dólar com foco nos relatórios de emprego
O Índice do Dólar (DXY), que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas internacionais, caiu para a faixa dos 98,25 pontos nas primeiras horas da sessão europeia desta terça-feira. Essa retração é reflexo da cautela dos investidores diante da publicação dos dados de emprego nos EUA, que inclui os resultados atrasados de outubro e novembro.
Os números do Nonfarm Payrolls (NFP) poderão redefinir a leitura do mercado sobre a política monetária do Federal Reserve. Caso os dados sinalizem uma desaceleração no mercado de trabalho, aumentará a pressão para novos cortes de juros em 2026. Em contrapartida, se os indicadores superarem as expectativas, a valorização do dólar poderá ser retomada no curto prazo.
Expectativa de manutenção dos juros pela Fed
Na semana passada, o Federal Reserve anunciou seu terceiro e último corte de juros de 2025, reduzindo a taxa básica em 25 pontos-base, para a faixa de 3,50% a 3,75%. Atualmente, os contratos futuros monitorados pelo CME FedWatch indicam probabilidade de 76% de manutenção dos juros em janeiro de 2026.
Em meio a esse cenário, as atenções se voltam para os discursos dos dirigentes da autoridade monetária. John Williams, presidente do Fed de Nova York, afirmou nesta segunda-feira que a política monetária atual está bem calibrada para o próximo ano, considerando os riscos persistentes ao mercado de trabalho e uma leve redução na pressão inflacionária. Já Stephen Miran, membro do conselho, reiterou sua visão de que a política atual ainda é excessivamente restritiva.
Reações do mercado dependem do tom do Fed
A divulgação dos dados de emprego será determinante, mas as falas de membros do Federal Reserve ao longo da semana poderão provocar fortes reações nos mercados. Qualquer declaração com viés mais agressivo poderá reforçar a recuperação do dólar e adiar o cenário de novos cortes de juros.
O comportamento do DXY nos próximos dias será, portanto, influenciado por uma combinação de fatores: os dados concretos sobre o emprego e a percepção de credibilidade das próximas decisões do banco central americano. Com o mercado em compasso de espera, os investidores se posicionam estrategicamente diante das incertezas que marcam a virada de 2025 para 2026.











