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Após rumores de falência viralizarem, o Nubank negou categoricamente qualquer instabilidade.
O banco digital encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 783 milhões.
Com 127 milhões de clientes na América Latina, a instituição é hoje a maior do Brasil em número de usuários.
A liquidação da Will Financeira gerou confusão, mas não há ligação estrutural com o Nubank.
O Banco Central confirmou que a falência da Will decorreu de insolvência operacional e falhas contratuais.
Pontos-chave gerados por IA
Avalanche de boatos testa confiança no maior banco digital do país
A segurança de bancos digitais voltou ao centro das atenções após a liquidação extrajudicial da Will Financeira, ligada ao Banco Master. Apesar de não possuir vínculos diretos com o grupo, o Nubank foi arrastado para a onda de desinformação que se espalhou rapidamente pelas redes sociais. A pergunta repetida exaustivamente “o Nubank vai falir?” expôs a sensibilidade dos usuários diante de qualquer sinal de instabilidade no setor financeiro digital.
A resposta oficial da instituição veio de forma rápida e direta: não há qualquer risco de colapso. A empresa classificou as publicações como mentirosas e apresentou indicadores financeiros que sustentam sua posição como um dos bancos mais sólidos da América Latina.
Resultado recorde em 2025 reforça estabilidade
Os números revelados pelo Nubank afastam qualquer dúvida sobre sua robustez operacional. A instituição fechou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 783 milhões, resultado que representa um dos maiores da história do setor digital no Brasil.
Além disso, a base de usuários da fintech ultrapassou os 127 milhões de clientes, distribuídos entre Brasil, México e Colômbia. O volume expressivo posiciona o Nubank como a maior instituição financeira privada do país em número de correntistas, consolidando seu protagonismo no segmento.
A empresa também destacou seu desempenho no ranking de reclamações, mantendo índices mínimos de queixas entre os principais concorrentes do setor bancário. Esse fator tem sido estratégico para reforçar a percepção de confiabilidade entre os usuários.
Contexto da liquidação da Will Financeira intensificou rumores
O temor dos correntistas se intensificou após o Banco Central decretar, em 21 de janeiro, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, pertencente ao conglomerado Master. A instituição enfrentava problemas severos de solvência e teve seus bens bloqueados, assim como os de seus ex-gestores.
O estopim da intervenção foi o descumprimento contratual com a Mastercard, que suspendeu a operação dos cartões vinculados à Will. Com isso, a instituição perdeu acesso ao sistema da bandeira, o que inviabilizou sua capacidade de operação.
O Banco Central justificou a medida alegando deterioração financeira irreversível, atrelada à incapacidade da Will Financeira em honrar seus compromissos, além de vínculos diretos com o Banco Master, já em processo de liquidação.
Garantias para clientes afetados e ausência de risco sistêmico
Apesar da gravidade da situação da Will, não há qualquer ligação operacional ou financeira entre a fintech liquidada e o Nubank. A associação entre os nomes resultou de interpretações equivocadas nas redes sociais, ampliando um sentimento infundado de instabilidade no setor.
Em nota técnica, o economista Hugo Garbe explicou que os clientes da Will Financeira estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitando os limites por CPF, geralmente até R$ 250 mil. Valores fora dessa cobertura ainda podem ser reivindicados junto à liquidação formal.
A despeito da crise de imagem provocada pela desinformação, o Nubank reforçou que manterá seu plano de expansão regional e ampliação de serviços financeiros, com foco na América Latina.











