Em resumo
- O barril de WTI ultrapassou os 58,55 dólares, maior patamar em duas semanas.
- Tensão entre EUA, Rússia e Venezuela levanta receios sobre a oferta global.
- Dólar em queda favorece as commodities cotadas em USD, como o petróleo.
- Resistência técnica no nível de 58,60 (Fibonacci 50%) pode limitar os ganhos.
- Indicadores MACD e RSI sugerem aceleração de força compradora no curto prazo.
Alta do petróleo é sustentada por tensões externas e dólar fraco
O preço do barril de petróleo WTI avançou nesta quarta-feira para 58,55 dólares, seu nível mais alto em duas semanas. O movimento de valorização representa a quarta sessão consecutiva de ganhos, apoiado por uma combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos.
A recuperação recente ocorre após o petróleo ter atingido, na semana passada, o menor valor desde maio. Dados robustos de crescimento econômico nos Estados Unidos divulgados na terça-feira reforçaram o apetite por ativos ligados à atividade real, enquanto novos riscos de interrupção no fornecimento de petróleo por parte da Venezuela e da Rússia reacenderam preocupações sobre a oferta global.
Pressão sobre o Fed impacta o dólar e favorece commodities
O cenário político norte-americano também contribui para o enfraquecimento do dólar. As expectativas de que o Federal Reserve venha a cortar ainda mais os juros, somadas às pressões públicas do presidente Joe Biden por políticas mais expansionistas, elevaram as dúvidas quanto à independência da instituição.
Como reflexo, o índice DXY que mede a força do dólar frente a outras moedas caiu para sua mínima desde o início de outubro. Esse enfraquecimento do dólar serve de estímulo adicional aos preços de commodities denominadas em USD, como o petróleo, que se torna mais atrativo para compradores internacionais.
Resistência técnica próxima limita a escalada dos preços
Apesar do viés positivo, a análise técnica sugere prudência. O preço do WTI ainda se encontra abaixo da média móvel exponencial de 50 dias, atualmente em torno de 59,00 dólares. Essa faixa atua como uma resistência dinâmica, ainda inclinada para baixo, refletindo uma tendência de fundo mais fraca.
Com base no movimento recente da máxima de 62,37 até a mínima de 54,83 o nível de retração de 50% de Fibonacci, em 58,60, é apontado como o primeiro obstáculo importante. Um fechamento diário acima deste nível poderia redefinir o viés de curto prazo, abrindo caminho para a próxima resistência em 59,49 dólares (nível de 61,8%).

Indicadores sugerem retomada do impulso altista
O indicador MACD passou para território positivo e está se expandindo, sugerindo que a linha MACD cruzou acima da linha de sinal, o que sinaliza ganho de força compradora. O RSI, por sua vez, opera em 51,80, um território neutro, mas com inclinação positiva.
Se essa trajetória de impulso for mantida, é possível que o mercado teste novamente os níveis de resistência. No entanto, uma incapacidade de romper essas barreiras técnicas pode resultar em uma retomada da pressão vendedora, com novas correções no horizonte.











