Em resumo
- O WTI cai para US$ 56,35 durante a sessão asiática desta terça-feira.
- Perspectiva de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia pressiona os preços do petróleo.
- Um pacto pode levar à retomada da oferta russa e reduzir riscos de disrupção.
- A ameaça de ação militar dos EUA contra a Venezuela limita as perdas no mercado.
- Relatório do API sobre estoques de petróleo dos EUA é aguardado com atenção.
Otimismo com pacto de paz pressiona petróleo para baixo
O preço do petróleo WTI continua a se retrair, alcançando a marca de US$ 56,35 durante a sessão asiática desta terça-feira. A principal razão para esse recuo está associada às crescentes expectativas em torno de um possível acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, que pode remodelar o cenário da oferta global de energia.
Segundo declarações de autoridades norte-americanas na segunda-feira, um entendimento entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e o Kremlin está praticamente consolidado, embora impasses territoriais e garantias de segurança por parte dos Estados Unidos e países europeus ainda estejam pendentes.
Caso se concretize, esse pacto poderá suspender restrições e reintroduzir volumes significativos de petróleo russo no mercado internacional. Tal movimento geraria uma expansão da oferta e, por consequência, pressionaria ainda mais os preços do barril em Nova York.
Risco geopolítico na Venezuela ainda sustenta os preços
Apesar da tendência de baixa, o movimento de queda do WTI encontra certo suporte diante das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. Após a apreensão de um superpetroleiro por ordens da administração de Donald Trump na semana passada, os embarques venezuelanos sofreram uma queda acentuada, segundo reportagens da agência Reuters.
Adicionalmente, novas sanções foram impostas contra empresas e embarcações envolvidas com o comércio de petróleo venezuelano, elevando o risco de novos atritos diplomáticos e militares na região. Esse quadro contribui para limitar a magnitude das perdas no mercado de energia.
Para o analista John Evans, da consultoria PVM, o aprofundamento da queda no preço do petróleo poderia ter sido ainda mais severo “se não fosse pela escalada de tensões provocada pelos Estados Unidos em relação à Venezuela”.
Olhares voltados ao relatório do API
Investidores aguardam também a divulgação do relatório semanal do American Petroleum Institute (API), que trará os dados atualizados dos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. O resultado poderá reforçar ou contrariar a atual tendência de mercado, dependendo do nível de reservas registrado.











