USD/CAD : Moeda canadense perde fôlego com vendas no varejo fracas e inflação estável nos EUA

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Por Cécile

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USDCAD - Libra

Em resumo
• O par USD/CAD segue lateralizado em torno de 1,3780, sem tendência clara
• Sentimento do consumidor americano recua, mas expectativas de inflação de 1 ano sobem para 4,2%
• Índice do dólar dos EUA (DXY) sobe para o maior nível desde 11 de dezembro
• No Canadá, as vendas no varejo caem 0,2% em outubro, contrariando as previsões
• Expectativas divergentes entre o Fed e o Banco do Canadá freiam movimentos maiores no câmbio

Dólar americano ganha tração com inflação curta em alta

O par USD/CAD permanece preso a uma faixa estreita nesta sexta-feira, refletindo a ausência de um catalisador claro entre os dois lados da fronteira. A moeda americana mostra força moderada, sustentada por dados mistos nos EUA e pela recuperação do Índice DXY, enquanto o dólar canadense recua após dados decepcionantes de consumo interno.

No momento da redação, o par era negociado próximo de 1,3784, após breve queda intradiária para 1,3755. O movimento reflete a dificuldade do mercado em romper os extremos da faixa observada ao longo da semana.

Dados contraditórios nos Estados Unidos

Os indicadores norte-americanos divulgados ao longo do dia apresentaram sinais divergentes. As vendas de imóveis usados cresceram 0,5% em novembro, desacelerando frente ao aumento de 1,5% registrado em outubro, sinalizando resiliência, mas em ritmo mais contido.

Já os índices da Universidade de Michigan revelaram um cenário mais cauteloso. O índice de expectativas do consumidor foi revisado para 54,6 pontos, abaixo da estimativa preliminar e da previsão do mercado. O índice de sentimento geral também foi ajustado para baixo, ficando em 52,9.

No campo inflacionário, a pesquisa mostrou elevação das expectativas de inflação de curto prazo, com o indicador de 1 ano saltando para 4,2%, superando as projeções de 4,1%. A projeção de 5 anos, por outro lado, permaneceu estável em 3,2%, sem surpresas relevantes.

O Índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas, subiu para 98,70 maior patamar desde 11 de dezembro e caminha para registrar seu primeiro ganho semanal em três semanas.

Economia canadense sem tração no consumo

No Canadá, os dados internos foram incapazes de sustentar o loonie. O relatório de outubro mostrou queda de 0,2% nas vendas no varejo, contrariando a expectativa de estabilidade. O resultado reverte a retração anterior de 0,9% em setembro, ampliando as preocupações com o dinamismo do consumo.

Excluindo o setor automotivo, o cenário também foi negativo. As chamadas vendas no varejo núcleo caíram 0,6%, abaixo da projeção de alta de 0,2%. A reversão do modesto avanço de 0,1% em setembro reforça o diagnóstico de fraqueza.

Essa combinação de indicadores desfavoráveis pesa sobre o desempenho do CAD, que perde força frente ao dólar americano, mesmo sem impulso claro por parte dos Estados Unidos.

Expectativas de política monetária seguem divergentes

As apostas para as políticas monetárias dos dois países seguem distintas. No Canadá, a postura do Banco do Canadá (BoC) ainda é vista como mais cautelosa, diante da perda de tração da atividade doméstica.

Nos EUA, as atenções seguem voltadas ao rumo do Federal Reserve, cujos dirigentes reforçam o tom paciente. Em entrevista à CNBC, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, indicou que a política monetária segue “levemente restritiva”, com espaço para convergir ao nível neutro estimado pouco abaixo de 1% em termos reais. Williams reiterou que não vê urgência para ajustes e que os dados recentes não alteram sua visão de médio prazo.

Essa diferença nas sinalizações dos bancos centrais limita movimentos mais amplos no par USD/CAD, que permanece sensível a dados macroeconômicos, mas ainda sem rompimento técnico relevante.

Cecile-redactrice

Cécile

Coloco um ponto de honra em tornar compreensíveis os mecanismos dos mercados de ouro e prata. Todos os dias, elaboro conteúdos estruturados e fiáveis, destinados a informar investidores e particulares. A minha abordagem editorial assenta numa monitorização rigorosa, numa pedagogia clara e numa vontade constante de esclarecer os desafios económicos atuais.

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