⚡Libra Fast
• A taxa de câmbio USD/JPY atinge patamares inéditos desde janeiro de 2025.
• O mercado de trabalho dos EUA mostra sinais mistos: criação de empregos abaixo do esperado, mas queda no desemprego.
• A inflação esperada continua elevada, limitando o espaço para cortes imediatos nos juros.
• Expectativas para cortes em março perdem força; o Fed mantém postura prudente.
• Investidores aguardam discursos de dirigentes do Fed para novas pistas sobre a política monetária.Pontos-chave gerados por IA
Iene em desvantagem frente ao dólar em meio a dados econômicos ambíguos
A valorização do dólar americano frente ao iene japonês continuou nesta sexta-feira, sustentando um movimento de alta pelo quarto pregão consecutivo. O par USD/JPY gira próximo a 158,00, nível não visto desde o início de 2025, impulsionado por indicadores norte-americanos que reforçam uma postura mais paciente por parte do Federal Reserve (Fed) em relação aos próximos ajustes de juros.
A moeda japonesa segue pressionada enquanto o mercado reduz as apostas de cortes nas taxas de juros dos EUA ainda no primeiro trimestre. Esse reposicionamento impulsiona a demanda por dólares, alimentando o rali recente da divisa.
Geração de empregos abaixo do previsto, mas desemprego recua
Segundo o Bureau of Labor Statistics, a economia dos Estados Unidos criou 50 mil postos de trabalho em dezembro, abaixo dos 60 mil esperados. A leitura também ficou aquém do resultado revisado de novembro, que indicava 56 mil novas vagas. Apesar disso, a taxa de desemprego recuou de 4,6% para 4,4%, contrariando as projeções que apontavam 4,5%.
Esse contraste entre geração de empregos mais fraca e recuo na taxa de desemprego contribui para uma leitura mais cautelosa da atividade econômica, sem provocar alarme nos mercados.
Salários e confiança do consumidor sustentam o dólar
A remuneração média por hora aumentou 0,3% em dezembro, em linha com o esperado, acelerando frente ao avanço de 0,1% registrado em novembro. Em termos anuais, o ritmo de crescimento salarial chegou a 3,8%, superando os 3,6% anteriores e superando também as expectativas.
Por outro lado, o sentimento dos consumidores mostra sinais de recuperação. O índice preliminar da Universidade de Michigan subiu de 52,9 para 54 pontos, atingindo o nível mais alto desde setembro passado. As expectativas dos consumidores também melhoraram levemente, sinalizando resiliência no comportamento das famílias mesmo diante de incertezas.
Inflação esperada continua elevada, o que reduz espaço para cortes rápidos
As expectativas de inflação permaneceram estáveis para o horizonte de um ano, situando-se em 4,2%, acima da projeção de 4,1%. Já o horizonte de cinco anos subiu de 3,2% para 3,4%, também acima do consenso do mercado. Esses números sustentam a ideia de que o Fed deve adotar prudência antes de iniciar um ciclo de cortes.
Essa combinação inflação persistente, sentimento em alta e um mercado de trabalho ambíguo favorece uma postura de espera estratégica por parte das autoridades monetárias.
Probabilidade de corte em março perde força
Os investidores ajustaram suas apostas em relação à trajetória dos juros. Embora ainda se espere cerca de dois cortes ao longo de 2026, o cenário para a reunião de março se enfraqueceu. Ferramentas de mercado como o CME FedWatch apontam uma probabilidade de 29,6% para um corte em março, contra 38,6% no dia anterior.
A expectativa agora recai sobre os discursos programados para esta sexta-feira dos presidentes do Fed de Minneapolis e de Richmond. Qualquer nuance em relação ao cronograma de cortes poderá alterar o ritmo das apostas nos mercados de câmbio.












Estou acompanhando de perto a alta do dólar. Valorizar o iene pode ser uma boa oportunidade de compra para o futuro.
O dólar continua forte frente ao iene. A volatilidade do mercado aumenta com esses dados mistos dos EUA. Acompanhar os próximos discursos do Fed é essencial!
É interessante que a inflação permaneça alta enquanto o mercado de trabalho mostra sinais ambíguos. Isso não deveria instigar uma reflexão maior sobre a política monetária?