A fortuna das pessoas mais ricas na bolsa aumentará 2,5 mil milhões de euros até 2025

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Por Enzo

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A fortuna das pessoas mais ricas na bolsa aumentará 2,5 mil milhões de euros até 2025

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A bolsa portuguesa registou em 2025 a sua maior valorização desde 2009

A família Azevedo acumulou quase mil milhões em ganhos com ações da Sonae e da Nos

As fortunas de Jerónimo Martins, Mota-Engil e Semapa também cresceram substancialmente

Família Amorim foi penalizada pela queda da Galp e da Corticeira Amorim, perdendo mais de 200 milhões

Apenas quatro empresas cotadas terminaram o ano em queda no PSI

Riqueza bolsista dispara com valorização histórica do PSI

O ano de 2025 fechou com um dos melhores desempenhos da bolsa portuguesa em mais de uma década. O índice PSI valorizou 29,58%, superando todas as expectativas do mercado e impulsionando de forma expressiva o património das famílias mais expostas a ativos cotados. Entre as grandes beneficiadas, destaca-se a família Azevedo, que registou um crescimento de quase mil milhões de euros no seu património financeiro.

Azevedo lidera ganhos com ações da Sonae e Nos

O desempenho robusto da Sonae, cuja ação avançou 76,37%, e da operadora Nos, com uma valorização de 20,6%, fez com que a holding familiar dos Azevedo ampliasse a sua posição cotada. A contribuição da Sonaecom, que detém 37,37% da Nos, foi decisiva neste crescimento.

As contas são claras: 740,6 milhões de euros de valorização na Sonae, mais 62,8 milhões em dividendos, e outros 186 milhões vindos da Nos. No total, o crescimento da fortuna da família ascendeu a 989 milhões de euros, elevando o património para 2,4 mil milhões.

Investidores correm para o ouro enquanto o dólar ameaça perder força global. O próximo topo histórico pode estar mais perto do que parece.

Jerónimo Martins e a estabilidade dos Soares dos Santos

A performance da Jerónimo Martins, com um avanço de cerca de 10% em 2025, aumentou em 639 milhões a valorização da participação familiar. Somando os 370,8 milhões de dividendos distribuídos, os Soares dos Santos adicionaram 847,8 milhões ao seu património, que agora se aproxima dos 7,2 mil milhões.

Construção e cimento consolidam patrimónios

Com a morte de António Mota, o interesse em Mota-Engil aumentou e a ação valorizou 70%, o que representou um ganho de 250,2 milhões de euros. Com dividendos incluídos, o crescimento total do património da família Mota em 2025 foi de 268,6 milhões, fixando-se nos 608,6 milhões.

Já a família Queiroz Pereira beneficiou da valorização de 47,4% das ações da Semapa, após o anúncio da venda da Secil. A valorização total, considerando dividendos e mais-valias, chegou a 488,3 milhões, o que elevou o património conjunto de Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira para 1,4 mil milhões.

Participações discretas, mas lucrativas

A empresária angolana Isabel dos Santos, com uma posição de 26,075% na Nos, viu os seus ativos crescerem em 145,7 milhões de euros em 2025, considerando valorização bolsista e dividendos.

Manuel Champalimaud, que detém mais de 14% dos CTT, viu a sua participação valorizar em 40 milhões, somando-se ainda 3,3 milhões de euros em dividendos.

Família Amorim sob pressão com quedas em Galp e Corticeira

Apesar do cenário amplamente favorável, a família Amorim enfrentou um recuo no seu património. A Galp Energia, da qual controlam 55% da Amorim Energia (que por sua vez detém 33,34% da petrolífera), viu as suas ações caírem de 15,95 para 14,63 euros, uma desvalorização de 200,7 milhões de euros.

Simultaneamente, a Corticeira Amorim liderou as quedas no PSI, com uma perda de 17,9%. A desvalorização das ações traduziu-se numa redução de 136,7 milhões na posição familiar. Apesar dos 124,7 milhões recebidos em dividendos, o saldo anual foi negativo: menos 212,8 milhões de euros.

Altri, Greenvolt e perdas em papéis industriais

Os empresários Ana Mendonça, João Borges de Oliveira e Paulo Fernandes, ligados à Altri e à Ramada, também viram o seu património encolher após a venda da Greenvolt para a KKR. Apesar de uma ligeira alta da Ramada (6,9%), a queda de 15,6% da Altri penalizou os investidores.

Mendonça, via Promendo Investimentos, perdeu 14,8 milhões. Borges de Oliveira (Caderno Azul) e Fernandes (Actium Capital) sofreram retrações de 13,4 e 12,5 milhões, respetivamente.

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Eu analiso todos os dias a atualidade dos metais preciosos para oferecer aos particulares e aos investidores uma análise clara e fundamentada dos mercados de ouro e prata. O meu papel consiste em produzir conteúdos fiáveis, pedagógicos e estratégicos, para ajudar a compreender melhor os desafios económicos, antecipar as tendências e tomar decisões informadas num universo em constante evolução.

2 comentários em “A fortuna das pessoas mais ricas na bolsa aumentará 2,5 mil milhões de euros até 2025”

  1. É fascinante ver como os Azevedo conseguiram aumentar tanto a sua fortuna! Estou interessada em saber mais sobre investimentos em ações agora.

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  2. A valorização impressionante parece ignorar as quedas de algumas empresas. Será que todos realmente estão a ganhar ou apenas uma parte do mercado?

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