Tensão entre EUA e Venezuela sustenta ouro perto do recorde, mas impulso perde fôlego

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Por Enzo

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Tensão entre EUA e Venezuela sustenta ouro perto do recorde, mas impulso perde fôlego

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O ouro se mantém próximo ao pico histórico após ofensiva militar dos EUA contra a Venezuela.

Investidores acompanham com cautela o desdobramento da prisão de Nicolás Maduro.

Recuperação modesta do dólar e dos juros americanos freia novas altas do metal.

Expectativas de cortes nas taxas de juros dos EUA ainda sustentam o viés altista.

Indicadores técnicos seguem favoráveis, com médias móveis ascendentes

Clima geopolítico eleva atenção dos investidores

A cotação do ouro iniciou a semana consolidando os fortes ganhos da véspera, quando disparou mais de 2,5% diante da escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela. Nesta terça-feira, a onça troy era negociada em torno de US$ 4.460, ligeiramente abaixo da máxima intradiária de US$ 4.475.

O movimento segue sustentado pela busca por segurança, impulsionada pela captura e transferência do presidente Nicolás Maduro para Nova York. Maduro enfrenta acusações federais de narcoterrorismo e tráfico de drogas, o que elevou o nível de instabilidade no cenário internacional.

Investidores correm para o ouro enquanto moedas nacionais derretem diante de um colapso silencioso.

Pressão compradora arrefece com dólar mais firme

Apesar do ambiente ainda favorável ao ouro, o ímpeto comprador perdeu força após o rali da segunda-feira. A leve recuperação do dólar americano e dos rendimentos dos Treasuries limita a continuidade da alta, enquanto os mercados acionários globais apresentam relativa estabilidade, inibindo fluxos adicionais para ativos defensivos.

O Índice Dólar (DXY), que acompanha o desempenho da moeda frente a uma cesta de divisas, subiu para 98,40 após atingir 98,16 na sessão asiática. O movimento ocorre após a divulgação de dados fracos da indústria americana, com o índice ISM de manufatura permanecendo em território contracionista, ao marcar 47,9 em dezembro abaixo das projeções do mercado.

Expectativas sobre o Fed e mercado de trabalho no radar

As atenções se voltam agora para os próximos dados do mercado de trabalho dos EUA, previstos para o fim da semana. Os números podem ser determinantes para as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve, especialmente após comentários recentes do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari. Segundo ele, a política monetária estaria próxima da neutralidade, embora haja risco de aumento no desemprego e persistência da inflação.

Enquanto isso, analistas seguem projetando dois cortes nas taxas de juros ainda neste ano, cenário que reforça o viés estruturalmente altista para o ouro no médio prazo.

Discurso político aumenta incertezas

Em Nova York, Maduro se declarou inocente diante de um juiz federal, afirmando: “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente, presidente do meu país.” Do outro lado, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que os EUA “administrarão temporariamente” a Venezuela. Já a recém-empossada presidente interina Delcy Rodríguez adotou tom diplomático, convidando os EUA a colaborar com uma “agenda de desenvolvimento mútuo dentro do direito internacional”.

Essas declarações, ambíguas e potencialmente explosivas, mantêm o cenário de aversão ao risco elevado — o que, historicamente, favorece a demanda por ouro físico e contratos futuros.

Análise técnica: tendência continua construtiva

Do ponto de vista gráfico, o ativo apresenta configuração positiva. A média móvel simples de 21 dias permanece acima da de 50 dias, ambas inclinadas para cima, com o preço mantendo-se confortavelmente acima desses suportes dinâmicos.

O primeiro suporte técnico relevante está na média de 21 dias, por volta de US$ 4.348,80. Em caso de correção mais profunda, a região dos US$ 4.200,92 onde passa a média de 50 dias tende a ser defendida por compradores.

No curto prazo, a zona entre US$ 4.450 e US$ 4.470 representa resistência imediata. Uma quebra sustentada desse patamar abriria caminho para a máxima histórica de US$ 4.549, podendo gerar novos avanços caso o ímpeto altista se intensifique.

O indicador MACD permanece abaixo da linha de sinal e da linha zero, mas com histograma negativo em retração sugerindo diminuição da pressão vendedora. Já o RSI gira próximo de 64, apontando para momentum positivo, sem indicar ainda condições de sobrecompra.

Preço do ouro – 6 janeiro 2026
Preço do ouro – 6 janeiro 2026
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Eu analiso todos os dias a atualidade dos metais preciosos para oferecer aos particulares e aos investidores uma análise clara e fundamentada dos mercados de ouro e prata. O meu papel consiste em produzir conteúdos fiáveis, pedagógicos e estratégicos, para ajudar a compreender melhor os desafios económicos, antecipar as tendências e tomar decisões informadas num universo em constante evolução.

3 comentários em “Tensão entre EUA e Venezuela sustenta ouro perto do recorde, mas impulso perde fôlego”

  1. Ouro em alta, mas cuidado: a volatilidade está à espreita. Os investidores devem estar atentos ao cenário geopolítico imprevisível.

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  2. Achei interessante a relação entre a crise na Venezuela e o preço do ouro. Poderia me explicar melhor como isso funciona?

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